Esplanada: uma cidade com dois prefeitos e uma crise que nunca acaba. Porque será?

Estamos no início da semana dos festejos juninos, meados de junho e Esplanada, no litoral norte baiano, continua um verdadeiro caos administrativo. Primeiro, ninguém sabe quem é o prefeito. Os irmãos Aldemir e Franco, ambos do PRB e historicamente ligados ao prefeito ACM Neto, afirmam abertamente que a cidade tem dois gestores. Uma verdadeira inovação da constituição federal, talvez única no Brasil.

Neste final de semana, na feira de alimentos, o povo em tom irônico questionava: será que o prefeito da cidade é o que fala grosso ou que fala baixo? Eis a dúvida! Por outro lado, a questão dos dois prefeitos não é tão grave como a do hospital. A educação, por sua vez, concorre um campeonato com a saúde para saber qual das duas é a pior.

Para não ser injusto e dizer que nada foi feito, é preciso noticiar que a gestão distribuiu três tostões de sementes para o plantio de milho com um punhado de adubo. Algo irrisório, uma espécie de marketing político muito mal feito e péssimo gosto. Um atentado contra a população mais carente que não aguenta mais o descaso e falta de eficiência administrativa. Caso Esplanada venha produzir na agricultura é por conta de médios e grandes agricultores.

Enquanto isso, o vice-prefeito Djalma, aliado do senador Otto Alencar e do governador Rui Costa, corre todo o município apertando a mão do povo com se já estivesse em campanha política. Um coisa é certa, até o momento foi quem mais lucrou com o seis meses de desesperança do povo. Com esse quadro de terra arrasada, o “gordo” acaba não sendo figura desprezível na política local, afinal de contas, sabe muito bem expressar suas ideias no palanque. Já Franco, Aldemir, Djalma e seus filhos balbuciam sons incompreensíveis. Pelo número de denúncias que o Informe Baiano está analisando, tudo indica que depois do São João vem chumbo e lixo grosso.