Vagas temporárias para a Páscoa diminuem neste ano

A Páscoa é uma data fundamental para o comércio brasileiro. Além de adocicar a vida de muitas pessoas, o período também é visto como uma oportunidade de emprego para muitas pessoas no país. Só neste ano devem ser geradas 18.130 vagas temporárias, seja na produção, na embalagem ou na venda de chocolates, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab). O número, no entanto, é 22% menor do que no ano passado, reflexo de um consumidor cada vez mais independente.

Os empregos temporários são caracterizados como aqueles em que a contratante é uma empresa específica de trabalho temporário, à disposição de uma empresa tomadora de serviço.

Segundo Simone Garcia, vice-presidente da Abicab, as principais oportunidades de emprego são nas fábricas e na composição das embalagens. Isso porque, as vagas para atendimento em lojas físicas vem caindo nos últimos anos. O motivo é a maior independência no brasileiro no momento das compras.

“O consumidor sabe o que quer e busca produtos que se enquadrem nessa decisão, com muita autonomia”, explica.

Nesse cenário, para ela, o objetivo do comércio é oferecer grande diversidade de ovos de Páscoa (de diferentes tamanhos e preços); e de outros produtos que começaram a ganhar força nos últimos anos, como bombons e barras de chocolate.

“O objetivo [do comércio] é que o comprador ache produtos de todas as variedades possíveis”, afirma.

Para quem está de olho em uma oportunidade, Simone diz que não está tarde para começar a procurar. “As contratações acontecem, de modo geral, até bem próximo do período da Páscoa”, relata.

Algumas vagas temporárias podem ainda se refletir em empregos efetivos. É o caso do Grupo CRM, dono das marcas Kopenhagen e Cacau Brasil, que vai gerar 395 oportunidades no país. Desses, cerca de 15% serão efetivados para atender ao plano de expansão Kopenhagen programado para 2019. Conforme apurou a reportagem, a empresa juntamente com outras quatro gigantes do setor Nestlé, Arcor, Cacau Show, Mondelez – dona da marca Lacta – são responsáveis por cerca de 17 mil vagas no país.

Com relação à duração dos contratos trabalhistas, Simone explica que o tempo varia de acordo com a vaga. Para as fábricas, as contratações tendem a começar meses antes da data, enquanto para o pessoal de vendas as oportunidades costumam ser mais pontuais.

O prazo máximo de contrato é de seis meses com possibilidade de prorrogação de mais três meses. Os trabalhadores temporários são contratados por carteira assinada e tem direito a recolhimento de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), 13º salário e férias equivalente ao período trabalhado.

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