Lauro de Freitas: moradores da Itinga apontam prioridades em audiência pública do ‘Planos de Bairro’

Mobilidade urbana com acessibilidade, mais arborização e expansão do comércio, foram algumas das demandas apontadas pela comunidade de Itinga para os próximos dez anos, na primeira audiência pública para construção dos “Planos de Bairro” de Lauro de Freitas. No encontro realizado nesta quarta-feira (09), na Escola Santa Júlia, pela Prefeitura Municipal, foram ouvidas as localidades do Parque Santa Júlia, Vila de Sena, Pouso Alegre e Jibóia, além dos jardins Pérola Negra, Centenário, Cidade Nova, Jaraguá e Independência.

Na abertura da sequência de 22 encontros que serão realizados em todos os bairros do município, a prefeita Moema Gramacho salientou que a proposta dos é identificar os problemas e pensar nas soluções de cada localidade de maneira mais específica e estimular a participação social na construção da cidade.

Os Planos de Bairro, processo de documentação engatado na revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal (PDDM) pela Lei nº 1.773/18, deverão fomentar proposições urbanísticas, ambientais e paisagísticas de acordo as demandas indicadas pela população, a fim de definir diretrizes para o uso e ocupação do solo, instrumentos de política urbana e controle social.

Antes de iniciar as oficinas para o diagnóstico participativo, o coordenador da Secretaria Municipal de Governo (Segov), Marzo Santos, apresentou os principais dados de Itinga. No bairro mais populoso do município, que compreende uma área de 3,7 km², existem mais de 16.200 residências, 2.157 empresas, 22 escolas municipais e duas estaduais, 13 unidades de saúde e três de assistência social, além de quase 22 mil unidades imobiliárias.

Oficinas

Dividido em quatro grupos, o público foi inspirado a pensar o bairro a partir de perguntas. Sobre o que tem de melhor na Itinga, os serviços de saúde como o do Hospital Jorge Novis, Complexo de Saúde e postos foram os mais citados. O IFBA, a piscina semiolímpica, a cozinha comunitária e os programas de habitação, são exemplos de equipamentos, considerados importantes pela comunidade, que melhorou a qualidade de vida da região.

Falta de segurança, desemprego, saneamento básico e pavimentação foram alguns dos problemas identificados. Entre as soluções, a comunidade apontou a participação popular no desenvolvimento de projetos, investimentos em cursos de capacitação e meios para atrair mais empresas para a movimentação econômica. Qualidade no transporte público, mais unidades escolares e creches, além de centros de acolhimento, foram outros desejos para o bairro nos próximos dez anos.

Encontros

Devido a grande área do bairro de Itinga serão realizadas mais duas oficinas para elaboração do diagnóstico participativo. Os próximos encontros na localidade estão previstos para os dias 24 de julho e 09 de outubro. Já a próxima oficina da sequência de 22 encontros, sempre das 18h às 21h, será realizado no dia 15/05, em Pitangueiras. A moradora de Itinga, Silvana Ferreira, avalia os Planos de Bairro como fundamental para o desenvolvimento do município. Segundo ela, “são as comunidades que sabem das necessidades de seu bairro”.

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