Assessor de vereador, membro do MBL é alvo de processo interno na Câmara de Salvador

Assessor do vereador Cezar Leite (PSDB) e integrante do MBL (Movimento Brasil Livre), o motorista de Uber Siqueira Júnior é alvo de um processo interno na Câmara Municipal de Salvador. Ele é apontado por vereadores como autor de um card “fake news”, onde integrantes do DEM, como ACM Neto, Rodrigo Maia, Paulo Azi e Elmar Nascimento, são apontados como responsáveis pelo presidente Jair Bolsonaro (DEM) não conseguir governar o país.

Nas redes sociais, o vereador Alexandre Aleluia, que também aparece na montagem, disse que o material foi feito após ele “expor umas verdades sobre o grupinho MBL”.

“Todos sabem que o MBL Bahia é ligado a um vereador, seu coordenador é assessor da Câmara. Além disso, nos seus quadros do gabinete se encontra uma assessora que faz o papel de agitadora juvenil e agora é pró-Bolsonaro. Pouco me importo com essa dubiedade de equipes. Não sou cobrador da coerência dos outros, os eleitores que o façam. O que eu me importo é com a falta de honradez e de coragem ao ver que, em vez de ser respondido por quem eu critiquei, como um homem deveria fazer, sou simplesmente agredido sordidamente por outro movimento oposto ligado à mesma fonte e que não tem nem a coragem de falar diretamente de mim. Não vou falar que isso é coisa de adolescentes que seria um desrespeito com os jovens. Isso é coisa de mau-caráter mesmo. Como tenho feito e tenho saído vencedor, vou preparar mais um processo”, escreveu Alexandre Aleluia.

Corregedor da Casa Legislativa, Duda Sanches, que alvo dos ataques, lamentou a atitude anti-democrática e disse ao Informe Baiano que “não vai tolerar mentiras”.

“Está circulando isso, como se a gente fosse contrário ao governo Bolsonaro, o que não é verdade. Somos favoráveis ao governo Bolsonaro. Não podemos deixar proliferar essas ‘fake news’. Nós concordamos com a grande maioria das estratégias do governo Bolsonaro. Quando coloca o nosso nome, coloca nossa trajetória e nossa honra em jogo. Como vereador também atingido por alguns assessores de vereadores dessa Casa, estamos acatando uma denúncia apresentada a essa Corregedoria e estamos abrindo um processo administrativo contra as pessoas responsáveis. Já temos algumas provas de que essas pessoas são as responsáveis. Se tiver algum vereador envolvido, eu espero que não, ele também sofrerá as sanções internas, de acordo com o regimento interno”, declarou Duda Sanches.

Em nota, Cezar Leite, que também faz parte do MBL, negou que tenha envolvimento na produção e disseminação da “fake news” e disse que recebeu “com surpresa a notícia de representação na Corregedoria da Câmara, em nosso Conselho de Ética, contra meu mandato, pelo colega vereador Alexandre Aleluia”. Ele afirmou ainda que “esperava ser procurado para conversar e esclarecer as coisas”.

Leite disse também que “o vereador ao se sentir atacado em sua honra, difamado, ou algo do tipo, tem o direito de entrar com processo por difamação na justiça e aguardar o devido processo legal contra quem o difamou. Mas, nós que lutamos pela liberdade de expressão não podemos calar ou censurar nenhum movimento ou força política, pois foi contando com a natureza dessas pessoas que militam e vão para ruas, que começamos a transformação do país”.