Do céu ao inferno: quem é Iuri Sheik?

Aos 30 anos, o jovem, que trabalhou como motoboy e lavador de carro, sempre sonhou com fama e sucesso.

Por Ramon Margiolle

Foi a vida ostentação apresentada nas redes sociais que transformou Iuri Sheik no principal digital influencer da Bahia com mais de 269 mil seguidores no Instagram. Aos 30 anos, o jovem, que trabalhou como motoboy e lavador de carro, sempre sonhou com fama e sucesso. Aprendeu como poucos a fazer marketing e se vender, embora nunca tenha passado por uma faculdade. Natural do bairro de Cajazeiras, comprou um cachorro de mauricinho, exibia jóias e passeava com seu belo jet ski na paradisíaca Baía de Todos os Santos.

As frases “Bangu virou” e “Escravo fujão” tornaram-se comuns no vocabulário dos guetos da capital baiana e Iuri, diante de um cenário onde a desigualdade social prevalece, era referência. As fotos com artistas e jogadores, a exemplo de Ivete Sangalo, Thiaguinho, Xanddy e Leo Santana, impressionavam.

E não é para menos. Iuri, em apenas um encontro com os astros, gravava, por exemplo, três vídeos de ângulos diferentes e publicava em doses homeopáticas em suas redes sociais, o que dava a impressão que ele era rico, estava sempre com determinado artista e até era amigo. Puro fake. Também ensaiou disputar em 2016 uma vaga para deputado estadual pelo PHS e chegou a se encontrar com o prefeito de Salvador ACM Neto e o seu vice Bruno Reis. Assim como milhares de internautas e dezenas de artistas, os políticos simpatizaram com Iuri.

Foi a vida ostentação apresentada nas redes sociais que transformou Iuri Sheik no principal digital influencer da Bahia
Bruno Reis, Iuri Sheik e ACM Neto

O jovem sonhador, irreverente e de temperamento explosivo, na verdade, mora de aluguel no bairro de Sussuarana, está devendo prestações do carro e também a um amigo de Feira de Santana, passou calote em empresa de táxi áereo e é dono de uma pequena loja de roupas na Estrada das Barreiras. Sua mãe mora em Cajazeiras e a avó em Pirajá. Família humilde e trabalhadora. Ele também já foi dançarino da finada banda Pagodart, funcionário de Edilson Capetinha e assistente do empresário pagodeiro Jorge Sacramento, da La Fúria. Mas como Iuri conseguiu embarcar para a Europa, desfilar na França e se encontrar com figuras importantes, como Neymar? Entre uma festa e outra, o “artista virtual” conheceu uma irmã de Daniel Alves e conseguiu cair nas graças do lateral-direito do PSG e da seleção brasileira.

Iuri Sheik e Daniel Alves
Iuri Sheik e Daniel Alves

Aí, tudo ficou mais fácil. O Sheik da Bahia vendeu roupas para jogadores e ganhou um padrinho de peso, mas o sonho caiu por terra.

No dia 23 de junho, na cidade de Santo Antônio de Jesus, Iuri se envolveu em mais uma confusão e desta vez, o preço foi alto. Ele discutiu e no calor da emoção, atingiu o ex-dono da Black Style com dois tiros no peito. William Oliveira, o Will, que não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quarta-feira (26/06), era considerado um rapaz bastante querido, tanto pela galera do bem, como pela galera do mal.

Veja também: Caso Iuri Sheik: família de Will já prestou depoimento e empresário está incubado

E o pioneiro digital influencer baiano manchou o São João de SAJ, caiu no descrédito. Porém, uma coisa é certa: não faltaram avisos e não foi do dia para a noite que isso ocorreu. Iuri já vinha dando sinais de que poderia fazer uma grande bobagem.

Veja também: Prisão de Iuri Sheik é decretada; digital influencer continua foragido

Em 2018, por vingança, vazou nas redes sociais um vídeo íntimo dele com uma mulher. Além disso, se envolveu em uma discussão com uma guarnição da Polícia Militar em Salvador e acabou sendo salvo por um amigo, que interviu e colocou panos quentes. No início do ano, em um show no Wet’n Wild, foi espancado por um grupo da Ilha do Rato após uma discussão por causa de bebida alcoólica. Até com Zé Eduardo, o Bocão, um dos principais apresentadores da Bahia, entrou em rota de colisão. Há um processo judicial em tramitação. Fica uma reflexão sobre o caso, principalmente aos mais jovens: é preciso cuidado com as subcelebridades e entender que a realidade da vida não é ostentação. O lado bom da história é que o acusado de homicídio continua sendo amigo de Bruno Magnata e Sacramento. Então, imaginamos que a La Fúria não fará uma musica sobre o caso.

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