Coronel acusado por PM youtuber de ligação com Comando Vermelho rebate

Ex-comandante-geral da Polícia Militar em 2014, o coronel Ibis Silva Pereira rebateu as acusações feitas pelo soldado da PM e youtuber Gabriel Luz Monteiro de Oliveira, que acusou o oficial de ter ligações com a facção Comando Vermelho. Em nota, Pereira afirmou que o “policial que acusa o outro sem fundamento e materialidade joga contra a memória e honra da corporação”.

“Trata-se de uma ação leviana, descomprometida com o bem da instituição, em busca de holofotes em um ano eleitoral”, acrescentou o oficial da reserva, que trabalhou na corporação por 33 anos e atualmente ocupa um cargo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Na manhã desta quinta-feira (05/03), o soldado lotado no 34º BPM (Magé) e que cumpre função na Diretoria Geral de Pessoa (GGP), perdeu o porte de arma e o direito à identidade funcional da corporação após tratar o coronel “de forma desrespeitosa, em pelo menos duas ocasiões”, no local de trabalho dele, “oficial superior da reserva remunerada”, tendo inclusive filmado-o “sem autorização”. Gabriel, após a punição, gravou um vídeo chorando na qual afirma que está sendo ameaçado pela facção. Assista abaixo!

O processo aponta que na manhã do dia 23 de outubro de 2019 Gabriel se passou por um estudante da PUC para conseguir falar com o coronel Ibis na Alerj. Na ocasião, Ibis resolveu atender Gabriel fora do seu gabinete, pois o soldado alegou que estava de bermuda e não poderia entrar na assembleia. Quando o oficial se encontrou com o youtuber, percebeu que, na verdade, ele queria fazer um vídeo para seu canal, questionando algumas atitudes do ex-comandante.

No vídeo, divulgado, ele pergunta se existe alguma “broderagem” entre o coronel e traficantes do Comando Vermelho (CV) do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. O soldado responde por transgressão disciplinar de natureza grave. Veja abaixo nota do coronel da reserva na íntegra,

Posicionamento Coronel Ibis Pereira

Questões internas das corporações militares não devem ser comentadas publicamente por seus agentes. De qualquer maneira, um policial que acusa o outro sem fundamento e materialidade joga contra a memória e honra da corporação. Trata-se de uma ação leviana, descomprometida com o bem da instituição, em busca de holofotes em um ano eleitoral.

Nesses 33 anos de Polícia Militar, eu honrei a farda e aprendi que a corporação é um importante elemento de coesão social. Um policial precisa ser, acima de tudo, alguém que cuida da lei e da sociedade, não que a transgride para fins de projeção pessoal. O que torna essa profissão incompatível com qualquer tipo de desrespeito com relação ao outro.

Acredito no diálogo como um elemento fundamental para aproximar as pessoas. Nunca me neguei a dialogar na esfera pública, de forma democrática e civilizada, como um bom policial deve fazer. Tenho, como cidadão, o dever de manter o respeito como diretriz de minha conduta, bem como tenho o direito e o compromisso de garantir que minha história de vida, pessoal e profissional, não seja difamada”.

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