A briga dentro dos partidos para ser vereador de Salvador; quem são os favoritos?

Abstenção maior, coeficiente menor e grandes possibilidades da renovação superar 50%. São 43 vagas e uma grande disputa interna. Quem deve fazer a maior bancada de vereadores da Câmara Municipal de Salvador? Quais os partidos mais organizados? E os nomes, quais os candidatos de cada legenda com maior envergadura e portanto, chances reais de vencer as eleições? O Informe Baiano conversou com lideranças políticas, escutou assessores, analisou redes sociais e também esteve nos bairros da capital. O presente estudo não trata-se de pesquisa de intenção de votos e sim, de uma interpretação de cenário que pode mudar e sofrer alterações. Daqui a 2 meses, um novo levantamento, com outra perpectiva e olhar, será divulgado. Confira abaixo o estudo!

DEM – Trabalha para eleger 12 vereadores, mas deve eleger 7 ou 8. O mundo político sabe que, matematicamente, a missão é quase impossível e o formato de eleição proporcional sem coligação dificulta ainda mais o cenário. Há pelo menos 20 nomes de peso, sendo que 10, juntos, somam 100 mil votos. Outros 10 devem superar os 6 mil, cada. A votação de legenda do DEM gira em torno de 40 mil, número razoável, já que com ACM Neto, no auge em 2016, a sigla bateu 67 mil votos. Ou seja, nessa conta rápida, já temos a marca de 200 mil votos. Estimando que o DEM consiga mais 40 mil votos com a ‘rabada’, que é um número bem relevante, totaliza-se 240 mil votos. Quanto será o coeficiente eleitoral? 28 mil? Se dividirmos 240 por 28, temos o resultado de 8,5. Ou seja, são 8 ou 7 vagas mesmo. Entre os favoritos estão: Duda Sanches, Alexandre Aleluia, Kiki Bispo, Marcelle Moraes, Paulo Magalhães Júnior, Cláudio Tinoco, Cátia Rodrigues, Palhinha, Beca, Binho de Ganso, Felipe Lucas, Pedro Godinho, Demétrio Oliveira, Alex Mine e Vado Malassombrado.

PT – Partido tradicional e consolidado na capital baiana, terá candidato a prefeito e com isso, deve abocanhar um número considerado de votos de legenda. A expectativa é eleger entre 3 e 4 vereadores, mas vai depender muito do “grau de vontade” do governador Rui Costa, além do desempenho da pré-candidata Major Denice, que é uma interrogação. Os nomes mais expressivos são: Suíca, Marta Rodrigues, Tiago Ferreira, Ana Rita Tavares, Gilmar Santiago, Lessa e Paulo Mota.

Republicanos – Liderado na Bahia pelo deputado federal Márcio Marinho, a legenda vai indicar o vice-prefeito da chapa comandada por Bruno Reis. Na reta final, perdeu alguns candidatos, mas uma força-tarefa liderada pelo vereador Luis Carlos e pelo deputado federal João Roma conseguiu contra-atacar e atrair nomes fortes, inclusive, muitos conselheiros tutelares. Não é fácil, mas quer eleger, no mínimo, 3 vereadores. Entre os nomes de peso estão: Luis Carlos, Bispo Júlio, Ireuda Silva, Alberto Braga, Igor Manassés e Almir Barreto.

Patriota – Ousado e também audacioso, o partido das lideranças conta com uma “rabada” diferenciada e com muitos candidatos testados nas urnas. Atraídos pela garantia de que só teria um candidato com mandato, os integrantes acreditam que podem eleger até 4 vereadores, sendo um na ‘volta da sobra’. No pior cenário, 3 conseguem a tão sonhada vaga. Os estudos internos indicam que, exceto o vereador Daniel Rios, os favoritos tem entre 3 e 5 mil votos. Entre os nomes com mais destaque estão: Daniel Rios, Sandro Bahiense, Roberta Caires, Átila do Congo, Plácido Faria, Márcio Ribeiro, Geno Bombeiro, Régis Moura, Tuico Profeta, Mazinho Rifas e Patruska dos Animais.

PDT – Montador de partido, Leo Prates sempre foi ‘linha de frente’ das campanhas lideradas por ACM Neto e na condição de presidente municipal, comanda as articulações da chapa proporcional da legenda. O ex-democrata, que é pré-candidato a prefeito, prepara algumas “surpresinhas” e conta com o apoio incondicional de Ciro Gomes, principal líder da sigla brizolista. Além disso, o PDT tem uma militância jovem e está inserido em diversos movimentos e segmentos da cidade. A expectativa é que consiga garantir 5 cadeiras, mas deve eleger 2 ou 3. Os principais nomes são: Anderson Ninho, Henrique Carballal, Randerson Leal, Aldo de Ciro Gomes, Odiosvaldo Vigas, Omar Gordilho, Jairo Rosa e Gazzo do Sintepav.

MDB – Liderado pelo hábil Geraldo Júnior, o partido sabe dialogar com ACM Neto e tem conseguido efetivar todas as demandas solicitadas. Aos 45 minutos do segundo tempo, dizem as “boas línguas”, a mangueira jorrou e os caciques conseguiram bons nomes. Deve eleger 2 ou 3, mas o objetivo é maior. Entre os favoritos estão: Geraldo Júnior, Maurício Trindade, Alfredo Mangueira, Bento Júnior, Pedrinho PP, Nestor Neto, Paulo Henrique Carneiro, Jorge Bastos, Cláudio Silva e Pedro Sales.

PSDB – Considerado um dos principais aliados de ACM Neto, o PSDB tem força na capital e seus líderes conhecem muito bem o jogo político. A expectativa é eleger 2 ou 3 vereadores. Os nomes que pintam como favoritos são: Cris Correia, Téo Sena, Daniel Alves, Atanázio Júlio, Sergio Nogueira, Euvaldo Jorge e Kabrocha de Paulo Câmara.

Podemos – A legenda aposta principalmente em nomes novos, alguns desconhecidos do mundo político e na pré-candidatura do deputado federal Bacelar, para surpreender e ultrapassar os 110 mil votos. Deve fazer dois, pois não é fácil eleger 3 ou 4 vereadores, conforme projeta internamente o partido, mas subestimar a capacidade de articulação de Bacelar e seus assessores também não é plausível. Inclusive, a sigla ficou conhecida como Fênix, pois sempre dar a volta por cima e ressurge das cinzas. Tem candidatos nos 4 cantos de Salvador. Entre os nomes mais fortes estão: Emerson Penalva, Toinho Carolino, Sidninho, Janaína Rios, Cláudio Abdala, Sullivan Suburbano, Eric de Itapuã e Jacson Souza.

Avante – Liderado pelo Pastor Sargento Isidório, pré-candidato a prefeito e deputado mais votado da história de Salvador, o Avante deve eleger 1 ou 2 vereadores. É um partido leve e que tem uma formação bem consolidada. Nos bastidores, a expectativa é que tenha o vereador mais votado da capital, Tancredo Isidório, que pode superar os 20 mil votos. Tem ainda outros nomes que circulam bem nos bairros periféricos, a exemplo da enfermeira Débora Santana e do líder Jair Ferreira, ambos com trabalho consolidado. A legenda, majoritariamente de ‘neófitos’, conta ainda com uma legião de ‘japoneses’, como por exemplo, Beta Reis, Eliaide Cardoso, Marcos Vinícius da Fundação e Marcos do Camarão.

PTB – Comandado em Salvador por Carlos Muniz, que já foi o vereador mais votado, o partido vem forte. A lista de candidatos tem mais de 20 nomes testados nas urnas, mas mescla também com pessoas novatas e de grande influência nas redes sociais. Não será surpresa se a sigla conseguir 3 cadeiras, mas o certo são dois. Os principais nomes são: Carlos Muniz, Gusmão de Fabíola, Dr. Zé Antônio, Alex Alemão, Luck Santiago l, Ivan Gesley, Pastor Roberto Menezes e MC7kssio.

PCdoB – Os comunistas não brincam quando o assunto é política eleitoral e contam com muitos candidatos testados nas urnas. Também estão trabalhando nomes novos. Deve garantir 2 cadeiras, mas a depender do desempenho de Olívia Santana, pré-candidata a prefeita, o número pode ser mais favorável. Entre os favoritos estão: Hélio Ferreira, Aladilce, Everaldo Augusto, Ângela Guimarães da Unegro, Augusto Vasconcelos e Xavier Pato Rôco.

PMN – Nanico, o partido agiu como mineirinho e foi comendo pelas beiradas. Muitos dizem que elege apenas um edil, mas quem teve acesso a lista de candidatos do partido garante que o número certo é 2, mas é possível eleger apenas 1. Entre os principais nomes estão: Adriano Meirelles, Marcelo Maia, Sangue Novo, Fabrício Araújo, Radialista Paulo Axé ou Alemão, André Soares, Amilton de Castelo Branco, Missionária Isabel e Professor Roberto de Canabrava.

PSL – O ex-secretário de Esportes e Trabalho Alberto Pimentel é o nome mais conhecido da sigla, conhecida por levantar a bandeira da renovação. Corre por fora Gordinho da Favela de São Caetano. A expectativa é que eleja 1 ou 2 vereadores, sendo um deles o menos votado de Salvador com 3.200 votos. O partido tem o maior tempo de rádio e televisão, além de um fundo partidário considerável.

Cidadania – Joceval Rodrigues, político experiente e hábil, é o líder do partido. Pelo menos um vereador elege. Mas a luta é para fazer dois. Além de Joceval, conta com nomes que caminham bem nas comunidades, a exemplo de J. Carlos Filho e do filho de Plataforma, Lourival Evangelista.

PL – Pode fazer dois vereadores. Isnard Araújo, ligado a igreja Universal, é o favorito para abocanhar a primeira vaga. Se fizer o segundo, deve ser Irmão Lázaro.

PSC – Tenta eleger dois candidatos, mas a chapa está carente. O certo mesmo é uma vaga que deve ser disputada voto a voto por Ricardo Almeida e Lorena Brandão. Corre por fora Elton Pinto da M12.

PV – A disputa interna é forte por uma cadeira e três pintam como favoritos. São eles: André Fraga, Osvaldo de Cassange e Eliel.

Novo – Chances reais de eleger Priscila Chammas. Se não for no coeficiente, vai na ‘volta da sobra’.

PSOL – Laina Crisóstomo e Marcos Mendes são os favoritos na disputa por uma vaga.

PSB – Silvio Humberto e José Trindade brigam internamente por uma vaga.

PSD – Edvaldo Brito é o favorito para conquistar uma vaga.

Solidariedade – Luta para conseguir uma vaga e o favorito é Fábio Souza, mas o partido enfrenta dificuldades na montagem da chapa proporcional.

DC – Nos bastidores, comenta-se que Sabá pode ser eleito na ‘volta da sobra’.

PRTB – Tem pré-candidato a prefeito, que é o vereador Cezar Leite. Deve atingir os 28 mil votos, mas pode pagar caro por não ter nenhum nome com envergadura e sofrer o mesmo golpe do finado PEN, em 2016, quando nenhum candidato atingiu 10% do coeficiente.

PROS – Celsinho Cotrim e Popó são dois nomes conhecidos do partido, que pode eleger um vereador. Mas é uma incógnita.

PMB e PSTU – Dificilmente conseguem eleger algum candidato.

PP – Briga para eleger pelo menos 1 e o mais forte na sigla, comenta-se nos bastidores, é Aritana de Oxóssi, que desistiu do DEM aos 45 minutos do segundo tempo.

PTC e Rede – Podem eleger com a ‘volta da sobra’, mas dificilmente atingem o coeficiente.

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