6 dicas para liderar bem as equipes em home office

Antes uma opção, trabalhar em casa se tornou uma necessidade para as empresas em tempos de pandemia. Lidar com a nova situação imposta de maneira inesperada e que exige adaptação dos funcionários é um grande desafio para todos, sobretudo para as pessoas que ocupam cargos de liderança e precisam conduzir seus times a distância mantendo o foco e a produtividade.

“Tenho visto muitos discursos de “estou trabalhando mais do que o normal” e tenho me questionado se será isso mesmo ou será que agora estamos trabalhando de fato, fazendo bom uso das 8h diárias que destinamos à nossa vida profissional sem procrastinar?”, pontua e especialista em gestão de pessoas Danubia Macedo.

De acordo com a especialista, alguns pontos são fundamentais na relação a distância entre líderes e liderados para garantir um bom desempenho:

Confiança – O profissional de home office precisa ter consciência que seu papel é muito mais de atitude do que cumprir tabela, ou seja, é muito mais entrega do que simplesmente entrar às 8h, sair às 18h e acumular tarefas. Com frases do tipo – “Confio em você” “sei que você é capaz” o líder já está encorajando sua equipe.

Estrutura Física – A empresa precisa oferecer o mínimo de estrutura física para que o trabalho seja realizado, nessa relação inclui computador ou notebook, celular, verificação das condições de internet da residência, além de ajuda de custo para suprir o aumento no consumo de energia.

Comunicação – A comunicação interna precisa ser rápida e efetiva, utilizando de todos os recursos disponíveis – WhatsApp, salas de reunião, vídeo chamada, aplicativos de tarefas, etc. É importante manter a proximidade através de reuniões de alinhamento e de fechamento diariamente. Criar subgrupos divididos por setor também é interessante, realizando reuniões diárias com pauta pré-elaborada focada em direcionar, acompanhar e obter retorno com prazos bem definidos.

Rotina – Compreender que a rotina mudou e que haverá um certo tempo para adaptação, inclusive para o líder. É um convite para gerir melhor o tempo que, por exemplo, perdíamos no trânsito, o tempo que faltava para cuidar da saúde, para dar atenção aos filhos, para cuidar de si.

Pausas – Mesmo estando em casa, é necessário realizar pausas. Seja para um café, uma conversa online, atividade física, acompanhar os filhos numa tarefa ou que seja apenas para respirar. Assim, evitará a sobrecarga, a fadiga e o cansaço. É uma maneira de cuidar do emocional, afinal o momento é tenso, com muitas especulações e atualizações, então é preciso ser seletivo diante dessa pressão.

Processos – Quando se tem processos bem definidos é mais tranquilo conduzir durante o caminho. Cada colaborador precisa saber claramente o que fazer, o que entregar, como produzir, pois o papel do líder vai além de motivar. Ter as pessoas como centro do processo é encorajar, desenvolver e dar suporte.

“Dessa forma estamos exercitando habilidades como empatia, ética e flexibilidade, assim os resultados virão naturalmente e com uma qualidade surpreendente. Diante disso, não quero invalidar a necessidade do contato humano, quero que o líder esteja consciente de que gerir com as pessoas é colocá-las no centro do processo e que para tornar esse sentimento verdadeiro ele precisa ser genuíno, para que seja recebido e percebido pelos colaboradores como fonte de inspiração”, conclui Danubia.

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