Renata Gracin: mulher trans que trabalha como major do Exército é atacada por bolsonaristas

Lutadora da causa LGBTQI+ e defensora dos direitos humanos, a mulher trans Renata Gracin, que trabalha como major do Exército Brasileiro, utilizou as redes sociais para reclamar da exposição em que foi colocada em grupos de WhatsApp do Brasil. Desde a última quinta-feira (23/07), militantes bolsonaristas vem promovendo ataques contra a oficial devido a sua transição de gênero. Em uma das mensagens, os internautas compartilham um vídeo da militar cantando e tocando violão durante um momento de lazer. Um texto afirma que “avacalharam o Exército”.

Neste domingo (26/07), via Instagram, Gracin lembrou que “depois da criminalização da transfobia pelo STF e equiparação ao crime de racismo, dizer que não se pode ter uma pessoa trans nas forças armadas é o mesmo que dizer que não se pode ter uma pessoa negra”.

A militar acrescenta: “Não vou me calar para o preconceito. Não tenho medo!”.

Na sexta-feira (24/07), ao fazer o primeiro comentário sobre a viralização do caso, a major demonstrou que já esperava a reação preconceituosa.

“Hoje acordei com minhas redes sociais lotadas de notificações. O dia que eu sabia que iria chegar, chegou! Estou sendo exposta em grupos de WhatsApp do Brasil todo, o que não me abala. Sou uma lutadora da causa LGBTQI+ e defensora dos direitos humanos. Sou Major do Exército Brasileiro e minha luta continua”.

Gracin se formou tenente do Exército no curso de Infantaria da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em 2004.

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