Criança de 7 anos é afogada e morta pelo padrasto

Neste sábado (01), a Polícia Civil de Goiás prendeu dois suspeitos pelo assassinato de um garoto de 7 anos de idade. O corpo foi encontrado na última segunda-feira (27) em um lamaçal em Goiânia.

Reginaldo Lima Santos, padrasto da criança, seria um dos suspeitos do crime. Já o outro é Hian Alves de Oliveira, de 18 anos, um conhecido da família. Segundo o portal UOL, Hian confessou ter ajudado no crime.

Ainda de acordo com o UOL, os peritos que analisaram o corpo da criança observaram, de imediato, as características de assassinato, e o caso foi encaminhado para a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), que criou uma força-tarefa para desvendar o ocorrido.

Em depoimento separado, no entanto, Hian Alves confessou ter ajudado Reginaldo e relatou como tudo teria ocorrido. Segundo o rapaz, ele foi procurado pelo padrasto do menino, que prometeu uma moto e um carro, caso ele auxiliasse no plano de morte do garoto.

O motivo que levou o padrasto a querer matar a criança, segundo Hian, seria o suposto mau comportamento da crinça.

“O padrasto matou, porque estava insatisfeito com a convivência com a criança, não somente no lar, mas também no lugar onde trabalhavam mutuamente, numa (central de) reciclagem do bairro”, relatou o delegado titular da DIH, Rilmo Braga.

Outro delegado responsável direto pela investigação, Ernane Oliveira Cázer explicou, durante entrevista coletiva, explicou que existia um sentimento de aversão por parte de Reginaldo em relação aos enteados, filhos de outros relacionamentos da esposa. “Inclusive, ele chegou a comentar com Hian que queria tirar as crianças de dentro da casa”, afirmou.

Parte do depoimento de Hian foi divulgado pela Polícia Civil de Goiás. Nele, o rapaz conta que ajudou Reginaldo a arrastar o menino para dentro da mata, onde o corpo foi encontrado. “Só levei o menino lá para dentro e, de lá, ele machucou o menino. Eu ajudei a levar para a mata, depois fiquei só olhando de fora”, disse.

“A questão foi maldade mesmo, puramente com o objetivo de matar a criança. O Reginaldo não confessou, mas temos um arcabouço probatório muito forte em relação a ele. Desde o início da força-tarefa, vários depoimentos reforçaram a má conduta do Reginaldo”, conta o delegado Ernane.

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