“Era trabalhador e não matou policial nenhum”, desabafa amigo de “Filho de Fé” assassinado em Barra do Jacuípe

Filho de fé de um importante centro umbandista da Bahia, o jovem Pedro Henrique Leal Braz, 27 anos, foi morto de forma covarde na madrugada do último domingo (02/08), em Barra de Jacuípe, na Costa de Camaçari. Um outro rapaz também foi ferido e não corre risco de morte. O crime aconteceu na Rua das Flores, no Sítio Paraíso Dourado, que fica na Estrada Velha de Jacuípe.

Pedrinho, como era conhecido, participava de um encontro familiar e de repente, homens encapuzados invadiram a residência, fizeram vários reféns e balearam o trabalhador, que foi socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arembepe, mas não resistiu. Os bandidos ainda levaram os três celulares e o carro de Pedro, um Toyota Corolla branco.

O rapaz tinha uma passagem na polícia por suspeita de envolvimento na morte do investigador César Brito de Oliveira, em 2011, mas foi provada sua inocência. Além de “ganhar a vida” com trabalhos religiosos de matriz africana, ele também era radialista.

“Uma pessoa de bem não pode morrer e ficar por isso mesmo, não. A imagem que tem que ficar dele é a imagem que tinha realmente, a verdade: garoto alegre, sorridente, filho de fé, gentil, radialista e pessoa que ajudava todos ali na região da Lapa. Eu peço que o Informe Baiano faça essa reportagem e deixe claro que ele não matou policial nenhum. Era trabalhador e não matou policial nenhum. Nada a ver dizer que era envolvido. Isso já foi provado”, desabafou um amigo.

“Só porque veio da favela não pode ter carro importado, não pode andar de Jet Ski e não pode ter corrente de ouro? É isso? Porque veio da favela é ladrão e estava envolvido com algo de errado? Não já basta a perda da família e dos amigos? Por favor, a Polícia Civil tem que investigar e elucidar esse homicídio. Não tem nada de latrocínio. Ladrão não entra em casa e vai direto no quarto para executar uma pessoa que estava deitada, não”, concluiu o amigo sob a condição de anonimato.

Pedrinho era casado e deixa um filho pequeno. O crime é investigado pela Delegacia de Monte Gordo.