Vacinação antirrábica previne animais e também humanos contra a raiva

Fotos: Jefferson Peixoto/Secom

Começou nesta segunda-feira (17) a campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos. A ação acontece das 8h às 14h, em 92 postos de saúde espalhados pela capital. Além disso, os agentes de combate às endemias vão percorrer, a partir de amanhã (18), os bairros com aplicação da vacina em unidades volantes. A campanha segue até o dia 17 de outubro e também funcionará no sistema drive-thru, a partir do dia 28 deste mês, das 9h às 16h, na Arena Fonte Nova e na Praça do Sol (Periperi).

A vacinação, organizada pelo Centro de Controle Zoonoses (CCZ), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS),  é importante para prevenir os animais e também seres humanos contra a raiva. “Ao vacinar o animal, a pessoa estará protegendo o pet e também a sua família, pois estamos falando de uma zoonose que acomete todos os mamíferos e que é letal em seres humanos”, alerta a veterinária do CCZ Danielle Dantas.

Nos bairros, mais de 90 duplas de agentes do CCZ estarão envolvidas na ação. Para saber em que localidades essa vacinação itinerante acontecerá, a população pode ligar para o número (71) 3611-7331. Já a relação dos postos de saúde da campanha pode ser encontrada em http://www.saude.salvador.ba.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/17.08.2020-Rela%C3%A7%C3%B5a-dos-postos-fixos-vacina%C3%A7%C3%A3o-animal.pdf

Regras – Para evitar a disseminação da Covid-19, os donos dos animais devem utilizar máscara e respeitar as regras do distanciamento social ao se dirigirem aos postos de saúde. Os agentes também estão trabalhando usando EPIs. Os animais a partir de três meses de idade devem ser imunizados, exceto os que estiverem doentes. De acordo com o CCZ, cerca de 180 mil bichos devem ser imunizados na estratégia.

Histórico – Através de uma mordida, arranhão ou mesmo lambida é possível que um animal infectado transmita o vírus da raiva, que fica contido na saliva do bicho raivoso. O último caso de raiva humana registrado em Salvador aconteceu em 2004. “Por esse motivo, é importante que, se houver agressão por parte de um animal, a pessoa deve lavar o local com água e sabão e procurar uma unidade de saúde o mais breve possível para realizar a profilaxia pós-exposição”, explica a veterinária

A vacina existe há mais de 100 anos e foi padronizada pelo cientista Louis Pasteur. Com as campanhas nacionais de vacinação para os animais, em 1973, houve uma redução drástica do número de casos da doença no país.

Sintomas – O cão ou gato não vacinado evolui após um período de incubação de dois meses para um quadro inicial de prostração, ou seja, o bicho para de comer, beber água e sempre se esconde. Em seguida, evolui para os sinais clínicos, a exemplo inquietude, pupila dilatada, salivação excessiva, agressividade e rigidez dos músculos da mastigação. O vírus pode levar à morte.

“Qualquer mamífero pode contrair a raiva, principalmente no meio urbano, onde os cães e gatos são os mais susceptíveis. Com o aumento da presença de morcegos na área urbana, esses animais podem ter contato com os cães e gatos e transmitir a raiva”, informa a veterinária.

Em humanos, o vírus atinge desde o sistema nervoso periférico até o central. Os sintomas variam entre mal-estar geral, aumento de temperatura, náuseas, dor de garganta e alterações de comportamento.

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