Obra na Lagoa do Abaeté vai substituir fossas sépticas e garantir mais segurança aos moradores

O governo estadual está realizando uma série de intervenções na região em que fica um importante patrimônio cultural da Bahia e um dos principais pontos turísticos de Salvador, a Lagoa do Abaeté. Com previsão de conclusão para dezembro deste ano, uma dessas obras é a da Estação Elevatória de Esgoto, que está sendo construída com um investimento superior a R$ 456 mil e vai direcionar os resíduos gerados por estabelecimentos comerciais presentes no local para o sistema de esgotamento sanitário de Salvador.

Executada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), a construção foi autorizada pelo órgão licenciador, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que é o responsável pela gestão do Parque Metropolitano Lagoas e Dunas do Abaeté e reconhece a eficácia dessa nova forma de operação em substituição ao sistema atual, que é obsoleto e pode trazer riscos para o parque nos próximos anos.

Aprovado pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), que fará a operação de direcionamento do esgoto para a rede coletora, o projeto garante uma estação elevatória dotada de tanque-pulmão para conter extravasamentos; geradores para manter o equipamento funcionando, no caso de falta de energia; e sistema de alarme operacional, se houver parada nas bombas.

A qualificação do sistema de esgotamento é apenas a fase final de um contrato de repasse que envolve uma série de intervenções executadas pelo Governo do Estado para qualificar a lagoa e a vida da comunidade que mora no entorno, como destaca o presidente da Conder, Sérgio Silva. “É uma intervenção macro de urbanização integrada, já que estamos fazendo obras de infraestrutura, pavimentação, drenagem, reparos e construção de novas unidades habitacionais, bem como a recuperação de equipamentos e infraestrutura ao redor do Parque do Abaeté”, lista.

O presidente da Conder enfatiza, ainda, que “a estação substitui um sistema arcaico por um novo, totalmente automatizado, com garantias, com bombas, inclusive reserva, formando uma blindagem para que a operação executada pela Embasa possa ocorrer de forma segura, evitando lançamento de detritos no manancial”.

O titular da Sedur, Nelson Pelegrino, destaca que “a obra tem licença do Inema, da Prefeitura e todos os requisitos técnicos necessários. Além disso, todas as medidas de segurança foram adotadas para que essa operação aconteça, preservando o meio-ambiente”.

Meio ambiente

O diretor de Regulação Ambiental do Inema, Leonardo Carneiro, alerta que a falta de saneamento básico adequado é a maior causa de poluição dos recursos hídricos e por isso essa intervenção é tão necessária. “Essa elevatória é um dispositivo da infraestrutura de saneamento que está sendo implantada no local e foi feita justamente para retirar, remover o esgoto, de forma a beneficiar todo mundo e substituindo as fossas sépticas, que vêm causando problemas no local, em função de mau cheiro e outros transtornos”, esclarece.

Carneiro lembra, ainda, que “a obra está sendo feita de modo a causar o menor impacto visual possível, por estar dentro de uma Área de Proteção Ambiental [APA] e que a estação será dotada de um tanque-pulmão para evitar, em caso de extravasamento de esgoto, que dejetos sejam lançados na Lagoa”.

Apoio da comunidade

Moradores e comerciantes aprovam a obra, já que a intervenção representa o fim das mau-cheirosas e obsoletas fossas sépticas. A presidente da Associação de Ambulante, Quiosque e Baianas de Acarajé da Lagoa do Abaeté, Neucy Pereira, assegura que todos os comerciantes são favoráveis à realização das intervenções. “Estamos satisfeitos, pois sofremos muitos anos com o extravasamento das fossas e, por isso, essa é uma obra muito bem-vinda, já que nem nós nem os turistas e os visitantes vamos sofrer mais com o mau-cheiro”, explica.

O coordenador da Comissão de Cultura e Turismo da Associação de Moradores de Itapuã, Ives Quaglia, crê que a anuência do Ministério Público, por si só, é o determinante de que a obra está adequada à legislação. “Isso tudo foi aprovado por técnicos especialistas do Ministério Público que deram parecer favorável à obra, do ponto de vista da engenharia e da questão sanitária, e foi essa leitura que nós também fizemos”.

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