Portal integrará toda a rede de proteção e defesa da mulher

O Projeto de Prevenção da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (ProMulher), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, contará com um reforço ao implementar o Portal Digital da Rede Nacional de Proteção e Defesa da Mulher.

O portal será um canal de integração de todos os órgãos e instituições que fazem parte da rede de atendimento à mulher em situação de violência. A implementação começa neste ano e a expectativa é que esteja concluída até 2022.

“É uma ideia de integração, registros, protocolos, dados que envolvam a mulher, orientações. E aí nós vamos precisar da atuação de todas as polícias, Militar, Civil, Ministério Público. Enfim, a ideia é realmente que a gente consiga disponibilizar um instrumento de acolhimento, de informação, de captação de dados”, explicou a coordenadora de Políticas de Prevenção de Crimes contra a Mulher e Grupos Vulneráveis, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Daniele Alcântara.

“Aí, sim, a gente vai poder ter um olhar muito mais qualificado para os índices de violência doméstica no que se refere à redução desses índices”, apontou a coordenadora.

Segundo o Ministério da Justiça, o novo serviço possibilitará o monitoramento dos casos desde o momento do conhecimento da ocorrência até a resolução. Por meio do portal, também será possível construir um novo Diagnóstico nacional das ações de enfrentamento à violência contra as mulheres a partir das Patrulhas Especializadas Maria da Penha. O último diagnóstico foi feito em 2016.

Uma ano de ações de prevenção à violência
O ProMulher trabalha com ações para a prevenção da violência doméstica e familiar e completou um ano em 11 de fevereiro deste ano. Ao longo desse tempo, desenvolveu ações com o objetivo de implementar políticas públicas de forma integrada.

Um dos projetos foi o lançamento de um e-book da Jornada de Trabalho de Promoção de Segurança e Defesa da Mulher, voltado para profissionais da segurança pública. O objetivo foi contribuir para o aperfeiçoamento da rede de atendimento, acolhimento e proteção feminina.

Também, por meio do programa, foi lançado o Protocolo Nacional de Investigação e perícias nos Crimes de Feminicídio.

O ProMulher ainda ofertou cursos para profissionais que atuam diretamente na perícia e condução de crimes de feminicídio.

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