Estado disponibiliza diferentes recursos educacionais para estudantes no ensino remoto com e sem acesso à internet

Como parte das ações voltadas para o início do ano letivo 2020/21 na rede estadual, que ocorre na segunda-feira (15), a Secretaria da Educação do Estado desenvolveu diferentes estratégias para auxiliar professores e estudantes durante o ano letivo. Os recursos educacionais foram pensados visando atender a todos os estudantes nos diversos perfis de acessibilidade tecnológica, inclusive aqueles que não possuem acesso à internet.

O secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, reforçou o compromisso da equipe para não deixar nenhum estudante de fora. “Temos diversas realidades na nossa rede escolar no que se refere ao acesso às tecnologias. Por isso, a equipe técnica da Secretaria da Educação do Estado trabalhou para criar Cadernos de Apoio à Aprendizagem, materiais para uso do Whatsapp, um canal de TV exclusivo, o Educa Bahia, além dos Roteiros e Pílulas, dos recursos da Plataforma Anísio Teixeira e das sugestões de planos de ensino para auxiliar gestores e professores nas atividades remotas, seja qual for o perfil dos estudantes, de modo que possamos garantir o direito de aprender para todos”, afirmou.

A superintendente de Políticas para a Educação Básica, Manuelita Brito, destaca que o ensino remoto não é igual ao ensino on-line. “Teremos atividades síncronas e assíncronas, ou seja, que podem ter a interação professor-aluno em tempo real (por videoconferência, por exemplo) ou em tempos diferentes, com outros recursos educacionais, como o livro didático, os Cadernos de Apoio (digitais ou impressos), as salas virtuais e o uso educativo do whatsapp. Cada professor terá autonomia na organização didática e nos recursos de interação, considerando as possibilidades de cada estudante com relação ao acesso à internet, se estável, instável ou inexistente”, acrescentou.

Como organizar as aulas em diferentes situações de acesso à internet

Para os estudantes com acesso estável à internet, os professores podem utilizar recursos digitais, como o Google Meet, para interagir em tempo real de forma on-line, em horário pré-agendado, apresentando suas aulas, facilitando a participação ativa e interação dos estudantes, esclarecendo dúvidas e solicitando produções dinâmicas, como vídeos, áudios e mapas mentais digitais.

Ainda podem ser utilizadas ferramentas de interação, como as salas virtuais, e outros materiais on-line, incluindo os recursos educacionais abertos disponíveis na Plataforma Anísio Teixeira (www.pat.educacao.ba.gov.br). Neste caso, é fundamental evitar o excesso de exposição à tela, valorizando também os experimentos feitos em casa, a leitura e a produção escrita.

Para o estudante com acesso instável à internet (menos de 2h diárias), pode-se fazer uso de áudios, podcasts e videoaulas (gravadas pelos professores, selecionadas por eles ou veiculadas pela TV Educa Bahia), que podem ser enviados por Whatsapp ou e-mail e também postadas no Classroom, interagindo em tempos diferentes, mas sem abrir mão dos espaços para o esclarecimento de dúvidas, devolutivas e correções (com respostas comentadas e construídas de forma coletiva).

Há, ainda, os cadernos de exercícios e roteiros de estudo. Nessas circunstâncias, o Whatsapp e o Classroom, que demandam conexões menos robustas, podem ser bons aliados. Recursos como o ChatClass Bahia, os Formulários do Google e outros formatos tecnologicamente mais “econômicos” também podem ser utilizados para mobilizar o estudo individual em casa, orientado e supervisionado pelos professores.

No caso de estudantes sem acesso à internet, se for possível captar o sinal da TV Educa Bahia, os estudantes podem acompanhar as aulas do EMITEC com o uso do Caderno de Apoio. Propõe-se, ainda, a organização de rotinas (com o uso de Roteiros de Estudo e Pílulas de Aprendizagem, construídos pela Secretaria da Educação) e o uso de diários de bordo, por meio do qual os alunos registram suas produções, sempre com acompanhamento da escola e dos professores. Nesse formato, é importante que a organização didática considere a centralidade dos Cadernos de Apoio à Aprendizagem (impressos) e o suporte dos livros (didáticos, paradidáticos e de literatura).

Recomenda-se que as escolas construam pastas individuais com os roteiros semanais e materiais impressos, facilitando a retirada e a entrega das atividades, a serem feitas nas escolas com pré-agendamento, a fim de evitar aglomeração. Esta organização também abre espaço para a utilização de cadernos de questões e simulados e correções feitas por meio de devolutivas escritas ou por telefone, que também pode ser um recurso importante para tirar dúvidas, a partir de horários pré-agendados.

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