Aumenta procura por massagem para auxiliar no controle da ansiedade

Nos últimos meses, no Brasil, cresceu significativamente a procura por terapias ou mesmo massoterapias e técnicas de meditação e relaxamento por conta de ansiedade causada pela Pandemia por Covid-19. Segundo um estudo realizado pelo SPC Brasil, em um cenário de crise, o brasileiro opta por cortar atividades de lazer em vez de gastos com sua imagem e bem-estar, comportamento que favoreceria a indústria da beleza, caso os eventos não estivessem restritos atualmente.

Com as festas restritas também na Bahia, o mercado da massoterapia desponta nesse período. O massoterapeuta Anderson Lopes, por exemplo, atua no mercado há pouco mais de 2 anos em Salvador e trabalhava na massoterapia para ter uma renda extra. “Por conta da pandemia e não poder sair nesse período, passei a investir mais em equipamentos, novos cursos e aos poucos vim percebendo um aumento na procura por massagens, terapia com ventosa e outras modalidades”, disse Anderson, acrescentando que a maioria de seus clientes relatam estresse em casa, trabalho ou por falta de perspectiva no futuro.

Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, há mais de 18 milhões de pessoas que sofrem de ansiedade. O ambiente de crise, formado por exemplo, por dificuldades financeiras, brigas na família ou estresse no trabalho pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de um quadro de ansiedade. Tudo isso misturado ao isolamento social e ao confinamento que muitas famílias passaram nos últimos meses.

A comerciante Cirlene do Lago Almeida, 52, buscou a massoterapia por sentir angústia durante os primeiros meses de isolamento social. “Há mais de seis meses faço massoterapia por indicação de amigos. Tinha medo do covid mas me explicaram que o atendimento é individual e tem a higienização a cada atendimento. Com a massagem percebi que estou mais tranquila com as situações do dia a dia”, contou Cirlene.

Ainda segundo a OMS, de forma geral, há mais mulheres afetadas do que homens. Essa diferença no gênero também é sentida por Anderson. “Normalmente as mulheres se cuidam mais, além de terem uma vida de dupla ou tripla jornada. Imagina uma mulher que trabalha agora em home office, com marido, filhos e tendo de cuidar da casa, o estresse vai para as alturas”, enfatizou.

“Percebo também que os maridos também enfrentam a ansiedade com a prática de esportes, contudo, acabam buscando a massoterapia e demais técnicas para relaxamento muscular, ou mesmo ajudar na melhora do desempenho das atividades físicas”, concluiu.

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