ACM Neto fala sobre fusão com PSL, articulações e diminuição de partidos

Presidente nacional do Democratas, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto comentou a fusão do seu partido e do PSL, além da PEC que encerrou de vez as coligações na chapa proporcional, na noite de quinta-feira (23/09), durante inauguração da Casa da Música, no bairro do Comércio.

“A partir de agora, até março, quando nós vamos ter a janela de definição partidária, vai haver uma movimentação muito grande. As conversas, elas vão, naturalmente, se intensificar porque todo mundo estava esperando. Os deputados estavam esperando, os pré-candidatos estavam esperando e os partidos estavam esperando”, pontuou.

Com o atual formato, o ex-deputado federal acredita que vai haver um “processo pós-2022 de diminuição do número de partidos”. Com isso, o Democratas e o PSL, que vão fundir no próximo mês, estão “tendo a capacidade de nos anteciparmos a esse processo que vai ser inevitável”.

“Claro que a gente aposta que saindo na frente, dando um passo à frente, que isso vai ter um impacto muito grande nesse tabuleiro político nacional. Talvez, o fato mais relevante antes das eleições de 2022 seja exatamente essa fusão Democratas e PSL”, opinou.

“Já sabemos quais são as regras do jogo e será inevitável um movimento de migração de parlamentares. Nós temos um mapa já desenhado, nós já temos previsões de com quem nós vamos conversar e de com quem nós não vamos conversar. Mas eu não vou tratar disso publicamente. São conversas que precisarão acontecer de maneira muito reservada”, ponderou.

“A nossa expectativa é que a partir da criação desse novo partido, no começo, você só vai ter uma janela de saída. Então, eu tenho usado essa expressão. No primeiro momento dois e dois vão dar três. No segundo momento dois e dois vão dar 5. Nós vamos ter perdas no primeiro momento, sobretudo, dos parlamentares que não terão identidade e afinidade com o novo partido. Agora, em março, vai se abrir a janela para a vinda de novos parlamentares”, salientou.

“No caso nosso, nós já estamos fazendo um desenho que a partir do momento que as convenções aprovem a fusão, a gente já vai começar a trabalhar com essa lógica de março. Nós vamos ter uma fase de transição: novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, 4 meses, numa transição que é o tempo que o TSE deverá formalizar. Aí em março a gente já chega com tudo pronto para ter um desenho e a projeção do futuro partido”, reafirmou.

Neto sustentou ainda que, “efetivamente, esses próximos meses serão de intensas conversas”.

“Quem tem mandato não vai poder sair agora, só vai poder sair em março. Porém, as conversas vão se intensificar. Eu já tenho conversado com alguns parlamentares que eu não vou citar o nome da outra base. Fora da minha base, tenho conversado com vários parlamentares e na hora certa as coisas vão ser, naturalmente, divulgadas”, disse o presidente nacional do Democratas.

Fusão DEM e PSL

Com a aprovação da fusão pela executiva nacional do Democratas, a expectativa é que a nova legenda seja a maior da Bahia e do Brasil. Neto revelou que DEM e PSL chegaram, na quarta-feira (22/09) a um entendimento sobre o novo estatuto. Agora, falta confirmar a data da convenção, que será no mês de outubro. Há quatro dias na mira: 5, 6, 19 e 20.

“É um processo complexo e que envolve múltiplas negociações. Não falta nada mais”, revelou o político baiano ao acrescentar que “agora só falta cumprir o ato formal”, pois “a partir daí vamos encaminhar a documentação para registro no TSE”.

Neto disse ainda que semana que vem será decidido o nome e o número do partido: “será um nome com adesão e com aderência junto a sociedade”.

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