Aprenda a identificar vazamentos de água em sua residência

No verão, o consumo de água da população costuma aumentar entre 15% e 20%. Mais um motivo para se atentar à ocorrência de vazamentos na rede interna do seu imóvel, pois, além de causar desperdício, esta é uma causa certa do aumento da conta de água/esgoto. Por isso, as instalações internas da sua residência devem ser regularmente verificadas e é preciso conhecer quais são os sinais dados pelos vazamentos. E é simples fazer isso. “Se depois de um dia sem ninguém em casa, o hidrômetro está girando, é porque tem vazamento. Mas se o hidrômetro está parado, não tem vazamento”, explica Manuella Andrade, gerente regional da Embasa.

Os próprios usuários do serviço de abastecimento podem fazer testes sem a necessidade de contratar um profissional (ver vídeo). “Além de denunciar a existência de vazamento na residência, esses testes apontam a área do imóvel onde o vazamento se encontra, facilitando o reparo por profissional qualificado”, afirma a engenheira.

Quando o vazamento demora a dar sinais e o aumento do consumo não foi causado por mudança na rotina da família ou uso incorreto de eletrodomésticos que consomem água, é hora de pedir ajuda a um profissional, pois pode ser um vazamento não aparente. No mercado, há empresas e técnicos qualificados para identificar a localização de vazamentos deste tipo com maior precisão, graças ao uso de aparelhos ultrassônicos. No entanto, a forma de fazer um orçamento e os valores cobrados variam de profissional para profissional e dependem da complexidade do serviço.

Ângelo Teixeira, encanador há 15 anos, cobra inicialmente apenas o valor da visita, de R$ 40. “Pode ser um problema simples em uma boia ou na descarga e, nesse caso, não cobro pela verificação do vazamento em si. Havendo vazamento, a gente organiza com o cliente quanto vai ficar o valor do reparo”, explica.

Cláudio dos Santos, no ramo há 18 anos, conta que uma vistoria completa em cisternas, boias, ramais de entrada de água, torneiras, caixas acopladas de vasos sanitários, dentre outros itens, fica em torno de R$ 350. “Mas, se for preciso pressurizar a rede interna (fechar o registro e inverter o fluxo da água do tanque para a rede de entrada) e realizar inspeção com geofone, o serviço fica por R$ 650”, complementa. Já o reparo feito por Cláudio, se envolver quebra de concreto, por exemplo, o que demanda o aluguel de um martelete, custa R$ 300.

A verificação de vazamentos não aparentes por empresas conhecidas no mercado tem preços a partir de R$ 149. Nas análises, são utilizados aparelhos geofônicos digitais e câmeras termográficas, que permitem a identificação do ponto exato da origem do problema. A empresa também realiza testes de estanqueidade com tratador químico, para detecção de umidade e pressurização com gás carbônico. A visita é gratuita e a disponibilidade do atendimento é de 24h.

Condomínios

Vazamento de água também é motivo de dor de cabeça para síndicos e administradores de condomínios. De acordo com Júlio Pinto, diretor comercial da Aquasave, empresa especializada na detecção de vazamentos volumétricos em condomínios, o consumo de água é a segunda maior despesa daqueles que não possuem o sistema de medição individualizada implantado. A empresa utiliza o sistema Aquanet, uma tecnologia própria de monitoramento 24h, que permite verificar se o consumo dos prédios fugiu do padrão, além de ajudar a prevenir problemas futuros. Com o auxílio de geofone e outras tecnologias, um relatório é oferecido aos clientes, indicando os prováveis pontos de vazamento.

“As verificações podem variar de R$ 800 a pouco mais de R$ 3.000, a depender da estrutura do condomínio, envolvendo números de torres, unidades por andar e número de unidades em geral. Uma verificação em uma torre única de 10 andares e 20 apartamentos custaria cerca de R$ 1.200, por exemplo”, detalha. Hoje, a Aquasave não repara vazamentos, só faz verificação na rede interna para encontrá-los.

O encarregado de manutenção e instalador hidráulico Beneílton Bonfim, no mercado desde 2007, está a postos quando a opção do síndico é contratação direta de um profissional. Com geofone digital, manômetro, trenas e outras ferramentas necessárias, ele analisa em qual coluna (ou linha se distribuição) das torres pode estar o vazamento. “Depois, o síndico faz a comunicação aos moradores da necessidade de vistoria nos imóveis e eu bato de porta em porta para localizar em qual unidade o vazamento se encontra”, explica.

Em um condomínio do Rio Vermelho, com 160 apartamentos, Beneílton cobrou R$ 1.600 pela vistoria geral, valor correspondente a R$ 10 por unidade. O reparo das instalações com vazamento é negociado diretamente com o morador ou proprietário de cada imóvel, que não precisa pagar por uma vistoria específica em sua unidade. “Quando o morador permite que o conserto seja logo realizado, fico feliz porque os resultados aparecem mais rapidamente. No caso desse condomínio, a conta caiu de R$ 24 mil para R$ 20 mil”, conta.

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