“O estado está perdendo a guerra para o crime”, diz ACM Neto ao lamentar mortes de policiais militares

Após três policiais militares serem assassinados durante o fim de semana na região de Cajazeiras, o pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou que o estado está perdendo a guerra para o crime organizado. O ex-prefeito de Salvador avaliou a situação como “lamentável”, e ponderou que o crescimento da violência em todo o estado traz graves consequências para a vida dos cidadãos de bem.

“É lamentável, até porque esses casos vem se repetindo e o estado pouco faz para melhorar as condições de atuação dos policiais. Fico muito triste em ver que a vida de um jovem de 30 anos se perdeu. Um policial foi assassinado em Cajazeiras, depois outros dois policiais, voltando do sepultamento desse policial, no dia seguinte, também foram assassinados. Isso mostra que, infelizmente, o Estado está perdendo a guerra para o crime”, disse o pré-candidato na manhã desta segunda-feira (09).

“O crime organizado, às vezes, está mais aparelhado do que a própria polícia. Imagine que se os policiais estão sendo vítimas dessa violência, que tipo de mensagem a gente deixa para a sociedade, para o cidadão que, hoje, não vive em paz. As pessoas da Bahia não se sentem seguras. E essa é uma realidade que acontece na capital e no interior. Não é por outro motivo que, desde 2017, a Bahia é campeã nacional do número de homicídios. Estamos na pior posição em termos de violência de todo o Brasil. Esse jogo tem que mudar”, pontuou.

No último sábado (7), o soldado Alexandre José Ferreira Menezes Silva, de 30 anos, foi morto após ser baleado enquanto trabalhava em Águas Claras. No domingo (8), Dia das Mães, os soldados Victor Vieira Ferreira Cruz e Shanderson Lopes Ferreira foram assassinados na região de Cajazeiras quando retornavam do sepultamento de Alexandre.

Diante do cenário, Neto voltou a ressaltar que é a gestão estadual precisa assumir a responsabilidade e seja capaz de encontrar soluções para garantir a melhoria da segurança pública na Bahia. Cerca de 290 cidades do estado têm apenas dois policiais que trabalham em esquema de revezamento. Além disso, a Bahia ocupa o primeiro lugar em mortes violentas de todo o país.

“Para mudar jogo é preciso ter uma nova postura por parte do Governo do Estado, que encare o problema, que não transfira a responsabilidade, que vá buscar a solução, que atue com energia, com firmeza, com determinação e coragem pra colocar os bandidos na cadeia”, concluiu.

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