A aquisição de leite foi o único destaque negativo da produção pecuária baiana em 2022, com redução na produção frente ao recorde registrado em 2021.
No ano passado, ela apresentou queda (-9,3%) após cinco aumentos consecutivos, ficando em 540,010 milhões de litros de leite adquiridos pelos estabelecimentos de laticínios sob algum tipo de inspeção sanitária no estado, cerca de 55,1 milhões de litros a menos do que em 2021.
No país como um todo, os laticínios sob serviço de inspeção sanitária captaram, em 2022, 23,85 bilhões de litros, mostrando uma queda de 5,0% sobre a quantidade registrada em 2021. Foi a segunda redução consecutiva em nível nacional.
A queda da produção nacional se deu muito por conta do fenômeno La Niña, que provocou seca no sul do Brasil, prejudicando as pastagens e consequentemente fazendo a produção de leite cair. Os altos custos de produção que influenciam o preço do leite, envolvendo ração, energia e combustível, associados à baixa demanda do mercado interno, foram outros fatores importantes.
A Bahia respondeu, no ano passado, por 2,3% de todo o leite adquirido no país, reduzindo um pouco sua participação nessa produção nacional (era de 2,4% em 2021). Minas Gerais manteve sua liderança histórica, com 24,5% do leite captado.





