A comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) vai mediar um audiência pública para tratar da polêmica importação de cacau africano que tem chegado ao porto de Ilhéus, no sul do Estado.
A reunião vai acontecer nesta terça-feira (21), às 9h, na Sala Jadiel Matos, na sede do legislativo, e deve contar com as presenças dos representantes da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), ADAB, do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Associação das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC).
A chegada de amêndoas de cacau vindas do continente africano virou motivo de preocupação para produtores baianos porque a carga não tem proteção fitossanitária, como acontece aqui. Uma portaria editada pela antiga gestão do Ministério da Agricultura (Instrução Normativa Nº 125) retirou a exigência do uso de brometo de metila – gás que funciona como uma espécie de inseticida.
Nas últimas semanas os produtores chegaram a fazer protestos no Porto de Ilhéus pedindo a derrubada da IN125 e alertando para os perigos da carga, sobretudo com relação a pragas que não existem aqui – como a Striga spp e a Phytoptura – e que podem atingir diversas culturas além do cacau, como soja, milho, arroz, feijão, cana-de-açúcar e sorgo.
O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) já havia manifestado preocupação com a falta de controle fitossanitário e também com os impactos na economia.
“A Bahia é o maior produtor de cacau do Brasil e temos aqui todo um cuidado para garantir produção de excelência. Esse esforço não pode ficar vulnerável aos riscos internacionais a ponto de comprometer nosso bom desempenho”, afirmou o parlamentar, ao lembrar que em 2021 a Bahia respondeu por 71,30% do cacau produzido no país.





