O grupo que produtores rurais que faz frente às invasões de terra pelo interior da Bahia tem desaconselhado o uso de armas nas ocorrências com o Movimento Sem Terra (MST).
“O nosso movimento é pacífico e ordeiro. Cada um que responda pelos seus atos. Não se combate invasão com armas. Vamos resolver isso com o governo”, afirmou Luiz Uaquim em entrevista ao INFO AGRO nesta sexta-feira (24). Ele é um dos coordenadores do grupo Produtores em Alerta.
A observação sobre armas vale também para o grupo de WhatsApp que congrega a categoria.
“Não é admissível em hipótese alguma qualquer postagem que faça referência ao uso de arma, porte de arma, CAC, seja lá o que for, a quem é colecionador, a quem não é. Esse grupo é pacífico e ordeiro”, assinala Uaquim num vídeo direcionado aos produtores.
“A chave desse movimento, a base desse movimento é a questão ordeira. Quem postar é de sua inteira responsabilidade e irá responder por isso, além de ser excluído do grupo na sua reincidência”, reforça.
Segundo Luiz Uaquim, os fazendeiros e produtores não vão tratar uma disputa de “rato e gato” com o MST.
“Não pode ficar no invade e tira. Temos que sentar com o Congresso Nacional, com os governadores. O governo tem de aproveitar esse momento de abertura para diálogo”, completa.




