A Polícia Federal cumpriu, na ultima quarta-feira (3), mandados de busca e apreensão em gabinetes de ao menos dez dos 24 deputados estaduais do Tocantins. A ação integra a segunda fase da Operação Fames-19, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). As diligências ocorreram em Palmas, Araguaína (TO), João Pessoa (PB), Imperatriz (MA) e no Distrito Federal.
Segundo a PF, o objetivo é aprofundar as investigações sobre suposto desvio de recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia de covid-19, além de apurar o possível uso de emendas parlamentares e recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos. A operação também determinou o afastamento, por seis meses, do governador Wanderley Barbosa.
Deputados estaduais alvos da operação
De acordo com a assessoria da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), foram alvos de mandados de busca os seguintes parlamentares:
- Amélio Cayres (Republicanos), presidente da Casa;
- Léo Barbosa (Republicanos), 1º vice-presidente;
- Cleiton Cardoso (Republicanos), 2º vice-presidente;
- Vilmar de Oliveira (Solidariedade), 1º secretário da Mesa Diretora;
- Claudia Lelis (PV);
- Ivory de Lira (PCdoB);
- Jorge Frederico (Republicanos);
- Nilton Franco (Republicanos);
- Olyntho Neto (Republicanos);
- Valdemar Júnior (Republicanos).
Assembleia se manifesta
Em nota, a Aleto informou que servidores da Casa colaboraram integralmente com a Polícia Federal e o STJ, disponibilizando documentos, equipamentos e demais informações solicitadas.
A assessoria destacou ainda que nem mesmo a Procuradoria-Geral da Assembleia teve acesso aos autos do processo e, por isso, não pode se pronunciar sobre os fundamentos da decisão judicial. Também acrescentou que a Casa não foi formalmente intimada sobre nenhuma decisão relacionada ao caso, que segue em andamento.



