ROMBO DE R$ 8,3 BILHÕES! Empresas públicas acumulam pior resultado em 24 anos

As empresas estatais federais registraram déficit primário de R$ 8,3 bilhões entre janeiro e agosto de 2025, o pior resultado da série histórica divulgada pelo Banco Central (BC). O número supera as perdas anuais anteriores e marca o quarto ano consecutivo de deterioração das contas públicas dessas companhias.

Os Correios, que enfrentam sucessivos prejuízos, apresentaram nesta quarta-feira (15/10) um plano de reestruturação e equilíbrio orçamentário, reacendendo o debate sobre a eficiência e a sustentabilidade das estatais sob a atual gestão federal.

Segundo dados do BC, o quadro vem piorando desde 2023: naquele ano, as empresas públicas acumularam déficit de R$ 2,2 bilhões, revertendo o superávit de R$ 6,1 bilhões de 2022. Em 2024, o rombo cresceu para R$ 8 bilhões, e a tendência para 2025 é de manutenção das perdas, conforme apontam economistas ouvidos pela CNN.

Entre as estatais que mais contribuíram para o resultado negativo estão, além dos Correios, a Emgepron (projetos navais), Infraero (aeroportos), Serpro (processamento de dados) e DataPrev (tecnologia e informações da Previdência).

Os especialistas alertam que, com a proximidade do ano eleitoral, é improvável que o governo adote medidas duras de contenção de gastos ou revisão estrutural nas estatais, o que tende a manter o déficit elevado até o fim de 2025.

Série histórica dos resultados das estatais (2001–2025):

2001: superávit de R$ 9,4 bilhões
2002: superávit de R$ 4,97 bilhões
2003: superávit de R$ 3,02 bilhões
2004: superávit de R$ 2,3 bilhões
2005: superávit de R$ 4,2 bilhões
2006: superávit de R$ 4,8 bilhões
2007: déficit de R$ 1,3 bilhão
2008: superávit de R$ 1,7 bilhão
2009: superávit de R$ 1,3 bilhão
2010: superávit de R$ 2,3 bilhões
2011: superávit de R$ 2,7 bilhões
2012: déficit de R$ 2,6 bilhões
2013: déficit de R$ 321,5 milhões
2014: déficit de R$ 4,2 bilhões
2015: déficit de R$ 4,3 bilhões
2016: déficit de R$ 982,8 milhões
2017: superávit de R$ 362 milhões
2018: superávit de R$ 4,4 bilhões
2019: superávit de R$ 11,8 bilhões
2020: superávit de R$ 3,6 bilhões
2021: superávit de R$ 2,9 bilhões
2022: superávit de R$ 6,1 bilhões
2023: déficit de R$ 2,2 bilhões
2024: déficit de R$ 8,07 bilhões
2025 (até agosto): déficit de R$ 8,3 bilhões

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