Uma nota oficial divulgada pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) em solidariedade às vítimas da operação policial no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, gerou forte reação nas redes sociais e entre figuras políticas. No comunicado, divulgado há 4 dias, a instituição lamenta as mais de 120 mortes e classifica o episódio como “massacre” e “uso arbitrário das forças do Estado”. A UNEB acredita tratar-se da normalização da morte de pessoas negras e periféricas.
A publicação provocou indignação de internautas e também do deputado estadual Leandro de Jesus (PL), que classificou o texto como “lixo cultural”. O parlamentar acusou a universidade de estar “descolada da realidade das comunidades”. Também afirmou que “a maioria da população das favelas é composta por pessoas trabalhadoras e de bem”, que vivem sob o domínio de facções criminosas e buscam segurança.
Pesquisas recentes revelaram que mais de 80% de moradores de favela de todo país, não somente do Rio de Janeiro, apoiaram a ação. Dos 121 mortos, conforme apuração do Informe Baiano, quase 100 tinham ficha criminal extensa. Dois eram estupradores com condenação judicial.
“As universidades hoje vivem uma utopia da esquerda e produzem lixo cultural. Notas como essa da UNEB nos envergonham e não representam o povo baiano nem as periferias”, disse o deputado, destacando ainda o respeito aos quatro policiais mortos na operação.
Além da reação política, parte dos estudantes da própria universidade também criticou o teor da nota, apontando que o posicionamento institucional não refletiria o pensamento de toda a comunidade acadêmica.



