O governador Jerônimo Rodrigues (PT) tentou, nesta quarta-feira (19/11), colocar panos quentes na crise aberta com a debandada iniciada pelos deputados estaduais Nelson Leal (PP) e Cafu Barreto (PSD). Nos bastidores, parlamentares e prefeitos apontam que o PSD rachou.
O chefe do Executivo estadual classificou o movimento do parlamentar da região de Irecê como “decisão individual” e disse que seu foco continua sendo o diálogo com o PSD.
“Meu respeito, minha gratidão e meu ouvido estão voltados para o partido como um todo”, afirmou o governador, tentando passar a imagem de que nada mudou.
“Decisões individuais cada um trata do jeito que entender melhor. O coletivo, ao meu ver, é liderado pelo senador Otto Alencar”, completou o governador, sem citar o senador Angelo Coronel.
A ida de Cafu para o grupo de ACM Neto, somada à de Nelson Leal, já acendeu alerta vermelho no entorno do governador, mesmo que ninguém admita publicamente. E a situação azedou ainda mais depois da alfinetada de Cafu contra o próprio Otto Alencar, ao rebater a declaração do senador que havia dito que ACM Neto seria derrotado em 2026.
“Com todo respeito ao senador Otto, eu não sabia que ele era Mãe Dinah”, ironizou o deputado.
Jerônimo afirmou que “foi muito inconveniente a declaração que ele fez do senador com a mãe de santo”. “Não sei se ele quis ser preconceituoso com as mães de santo ou se ele quis ser desrespeitoso com o senador”, cutucou.




