O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), afirmou nesta terça-feira (02/12) que o problema estrutural apontado no Cine Excelsior não é tão grave quanto vem sendo divulgado. A declaração ocorre após o Ministério Público Federal (MPF) instaurar um Inquérito Civil Público para apurar o risco de desabamento do casarão colonial localizado na Praça da Sé, escolhido para ser o novo plenário do Legislativo.
Segundo Muniz, ele só tomou conhecimento da situação pela imprensa e imediatamente buscou esclarecimentos com Tânia Scofield, presidente da Fundação Mário Leal Ferreira. “A realidade é algo que a gente não tinha conhecimento, mas você pode ter certeza que qualquer reforma que seja feita será para que isso aí não aconteça. Eu soube do problema ontem pela imprensa, liguei para a Tânia Scofield para que ela me passasse o problema. Ela disse que não é nada tão grave como a imprensa. Então, se for o que ela passou para mim, a gente não tem preocupação”, declarou.
A manifestação do presidente acontece no mesmo dia em que o MPF confirmou que o imóvel apresentava risco muito alto de desabamento e carecia de manutenção. A portaria assinada pela procuradora da República Vanessa Cristina Vicente converteu uma notícia de fato em Inquérito Civil, determinando a continuidade das apurações sobre o estado da edificação e a eventual responsabilização por abandono ou falta de conservação.
O MPF destacou ainda que a investigação segue integrada a procedimentos que tratam da proteção do Centro Histórico de Salvador. Com a conversão do caso em Inquérito Civil, o órgão determinou o registro oficial, a comunicação à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão e a prorrogação do prazo, já que ainda há diligências pendentes antes de decidir pelo ajuizamento de ação civil pública ou arquivamento.
O Cine Excelsior será restaurado para abrigar o novo plenário da Câmara Municipal, conforme projeto apresentado por Muniz.




