A futura estação do metrô no Campo Grande, em Salvador, deverá contar com 190 vagas de estacionamento para veículos, além de espaços destinados ao comércio. A informação foi confirmada pelo presidente da Companhia de Transportes da Bahia, Eracy Lafuente.
Segundo ele, o projeto inicial precisou passar por ajustes após recomendações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, da Prefeitura de Salvador e do governo do estado. A proposta original previa perfurações de até 60 metros de profundidade, mas o plano foi modificado para escavações entre 46 e 48 metros.
Lafuente explicou que estudos chegaram a considerar a instalação da estação diretamente na praça do Campo Grande, mas a alternativa foi descartada por causa de impactos no trânsito e em eventos como o Carnaval.
“Observando as questões de mitigação de impacto relacionadas ao trânsito e Carnaval, encontramos uma solução e conseguimos o deferimento do Iphan e do Ipac para a demolição daquele composto de alvenaria”, afirmou, citando também o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia.
De acordo com o presidente da CTB, a mudança permitirá uma estrutura arquitetônica mais ampla e confortável para os usuários. Ele comparou a futura estação com a Estação Campo da Pólvora, que possui apenas uma saída com mezanino subterrâneo.
O projeto também prevê duas saídas de ventilação e emergência. Uma delas ficará na Avenida Santa Rita, na ligação entre o Vale do Canela e o Campo Grande, e a outra será instalada na região do Politeama.
Desapropriações
Para viabilizar as obras, uma área de aproximadamente 6 mil metros quadrados foi desapropriada na região do Campo Grande. O espaço corresponde a pouco menos do que a área de um campo de futebol oficial.
O novo trecho faz parte do Tramo 4 da Metrô de Salvador e ligará a Estação da Lapa ao Campo Grande. A expansão foi autorizada pelo governo da Bahia em junho de 2025.
O investimento previsto é de cerca de R$ 1,5 bilhão para a construção de 1,2 km de via subterrânea. Antes do início das obras, o governo ainda precisa concluir as negociações com proprietários de imóveis afetados pelas desapropriações.
“Temos ainda um capítulo que é negociar, pagar e obter a emissão na posse. Não queremos ser injustos e estamos verificando a melhor maneira de fazer isso”, afirmou Eracy Lafuente.




