Ao invés de parar de gastar, Lula usa FGTS do trabalhador como solução para maquiagem econômica

O anúncio feito neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador, é uma maldade com o pobre. Autorizar o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas é uma irresponsabilidade.

O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) fala em “aliviar o orçamento das famílias”, mas esse argumento não se sustenta. Na prática, cria um problema futuro. É trocar uma dor imediata por um prejuízo maior lá na frente.

Ao invés de parar de gastar e dar o exemplo, o líder petista resolve mexer no que é sagrado para o trabalhador, que é a sua segurança. O FGTS existe para isso. É a garantia de quem pode perder o emprego amanhã e precisa de um mínimo para atravessar esse período.

O nome é Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Não é fundo para pagar dívida, não é solução para maquiagem econômica. Repito: é proteção.

Portanto, questiono: e depois como fica o trabalhador? Se o trabalhador ficar desempregado, vai recorrer a quê?

Lula tira do trabalhador a única reserva que ele tem e entrega esse dinheiro para cobrir dívidas. Isso não resolve o problema do endividamento, apenas empurra para frente.

Se a população está endividada, isso também passa pelas decisões do próprio governo. E, ainda assim, a solução apresentada é tirar justamente de quem mais precisa de proteção. Enfim, como sempre a conta vai parar no colo do trabalhador.

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