Transferência do Abrigo Dom Pedro II discutida na Câmara

Em audiência pública promovida pelo vereador Maurício Trindade (DEM), presidente da Comissão de Assistência Social e Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara Municipal de Salvador, na tarde desta segunda-feira (13), foi discutida a transferência dos 60 idosos acolhidos pelo Abrigo Dom Pedro II para outro imóvel. A diretora da instituição, Valéria Carvalho de Brito, frisou que a nova sede ainda não está definida e que algumas opções estão sendo visitadas e analisadas, incluindo uma no bairro de Itapuã.

O vereador convidou todos os interessados a continuar o debate dia 6 de dezembro, em nova audiência pública que será realizada pelo Ministério Público do Trabalho (Avenida Joana Angélica), dia 6 de dezembro, às 10h. Foi o MPT que estabeleceu uma multa de R$1 milhão ao Município, caso não promova a transferência dos idosos para local mais adequado e sem riscos. “Agora não é hora de procurar culpados para o impasse e sim de todos juntos, de mãos dadas, buscarmos soluções”, defendeu Maurício Trindade.

Esquecido

Juliana Guimarães Portela, diretora de Proteção Social Especial da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), frisou que a Coordenação de Defesa Civil (Codesal) emitiu várias notificações sobre a necessidade de desocupação do antigo prédio do abrigo, localizado no bairro da Boa Viagem, para a restauração. Segundo ela ainda não é possível determinar se a transferência do Dom Pedro II será temporária ou definitiva.

A defensora pública Laise Carvalho, da Coordenação Especializada de Proteção à Pessoa Idosa, se mostrou preocupada com a situação dos acolhidos, observando que a maioria tem vínculo familiar fragilizado ou mesmo rompido. A diretora do abrigo afirmou que o processo de transferência está sendo feito de forma transparente, com o envolvimento dos familiares e dos idosos.

Presidente do Conselho Municipal do Idoso, Daniela Simões Menezes parabenizou as instituições pela preocupação com os idosos: “Fico feliz em ver essa discussão, prova que a sociedade está se preocupando com um público que é historicamente esquecido”.