O dólar comercial encerrou a quarta-feira (22) cotado a R$ 5,053, com queda de 0,42%, registrando o menor nível de fechamento desde 2 de junho. O desempenho foi impulsionado pela valorização do petróleo, pela entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro e pelo interesse de investidores nos juros elevados praticados no país.
A Bolsa de Valores também teve um dia positivo. O Ibovespa avançou 2,44%, encerrando o pregão aos 177.547,57 pontos, maior patamar desde o último dia 10. O índice interrompeu uma sequência de cinco sessões consecutivas de queda, sustentado principalmente pelo desempenho das ações de mineradoras, bancos e da Petrobras, beneficiadas pela alta das cotações internacionais do petróleo.
No mercado cambial, o dólar chegou a operar em alta durante o início das negociações, mas inverteu o movimento com a abertura da Bolsa. A valorização do petróleo, que aproximou o barril Brent dos US$ 95, fortaleceu as perspectivas para a balança comercial brasileira, já que o Brasil é exportador líquido da commodity. Além disso, dados do Banco Central mostraram fluxo cambial positivo de US$ 17,946 bilhões em 2026 até julho, reforçando a entrada de recursos estrangeiros no país.
Apesar da entrada em vigor da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros, o mercado considerou que o impacto da medida já estava precificado, limitando seus efeitos sobre o câmbio. No acumulado de 2026, o dólar registra queda de 7,95%, enquanto o Ibovespa acumula valorização de 10,19%.
No cenário internacional, os contratos futuros do petróleo fecharam em alta pela quarta sessão consecutiva. O barril do Brent para setembro subiu 3,36%, encerrando o dia a US$ 94,07, enquanto o WTI avançou 2,95%, para US$ 86,83. A valorização foi impulsionada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com possíveis interrupções nas rotas marítimas estratégicas do Oriente Médio, como os estreitos de Ormuz e Bab-el-Mandeb, importantes para o comércio global da commodity.




