O sarampo voltou a acender o alerta das autoridades de saúde no Brasil. Diante da identificação de casos e de uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus, o Ministério da Saúde recomendou a ampliação da vacinação em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
A orientação é que, durante a Campanha de Multivacinação, realizada de 3 de agosto a 1º de setembro, todas as pessoas de 6 meses a 59 anos sejam vacinadas, independentemente de já terem recebido doses anteriormente, conforme a avaliação da situação vacinal e as orientações locais.
Uma das principais estratégias é a chamada “dose zero”, destinada a crianças de 6 a 11 meses em áreas com circulação ou risco de transmissão. Essa dose é adicional e não substitui as doses previstas no calendário de rotina.
EXTREMAMENTE CONTAGIOSA
O sarampo é uma das doenças infecciosas mais transmissíveis. O vírus se espalha pelo ar e pode provocar febre alta, tosse, coriza, olhos avermelhados e, posteriormente, manchas vermelhas que começam geralmente no rosto e se espalham pelo corpo.
Embora muitas vezes seja associado apenas a uma doença infantil, o sarampo pode provocar complicações graves, como pneumonia e encefalite, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade. A Organização Mundial da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção.
2026
Segundo o Ministério da Saúde, até 28 de julho de 2026, o Brasil havia confirmado 14 casos de sarampo, sendo que três registros identificados no início do ano já estavam encerrados. Naquele momento, havia um surto ativo com 11 casos: nove em São Paulo e dois em São Bernardo do Campo.
O país mantém a condição de eliminação da circulação endêmica do sarampo. Os casos registrados atualmente estão relacionados à importação do vírus ou a cadeias associadas à importação.
VACINAÇÃO
O sarampo é altamente contagioso: uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para várias pessoas que não estejam protegidas. Por isso, mesmo após a eliminação da circulação endêmica no Brasil, a manutenção de uma cobertura vacinal elevada é fundamental para impedir que casos importados provoquem novos surtos.
Em 2025, a cobertura nacional foi de 92,9% para a primeira dose da vacina tríplice viral e 78,3% para a segunda dose, segundo o Ministério da Saúde.
A vacina contra sarampo é oferecida gratuitamente pelo SUS. A orientação é verificar a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde para saber se há necessidade de completar ou atualizar o esquema.
Importante: alguns números do texto enviado — como os 17 casos no Brasil e os dados globais citados — já diferem das informações oficiais mais recentes que encontrei. Para publicação, eu usaria os números atualizados do Ministério da Saúde.





