A Bahia encerrou o segundo trimestre de 2026 com a segunda maior taxa de desemprego entre as 27 unidades da Federação, ficando atrás apenas do Amapá. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação baiana chegou a 9,1%, enquanto a média brasileira ficou em 5,4%.
No ranking nacional, apenas o Amapá apresentou resultado pior, com taxa de desemprego de 9,8%. Logo abaixo da Bahia aparecem Pernambuco e Piauí, ambos com 8,3%, seguidos por Sergipe e Alagoas, com 7,9%. No outro extremo da lista, Santa Catarina registrou apenas 2,1% de desocupação, seguida por Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%.
O resultado chama atenção porque, enquanto o mercado de trabalho apresentou melhora em diversas partes do país, a Bahia permaneceu entre os estados com maior proporção de pessoas procurando emprego e sem conseguir uma ocupação. No primeiro trimestre de 2026, a taxa baiana havia sido de 9,2%, também colocando o estado entre os maiores índices do Brasil.
Segundo o IBGE, as diferenças entre os estados estão associadas a fatores como nível de industrialização, dinamismo da atividade econômica e escolaridade da população. O analista da pesquisa William Kratochwill destaca que estados do Sul apresentam indicadores de mercado de trabalho mais favoráveis que boa parte das unidades das regiões Norte e Nordeste.
No cenário nacional, a taxa de desemprego caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre de 2026. No período anterior, o país contabilizava aproximadamente 6,6 milhões de pessoas desocupadas.
A PNAD Contínua considera desocupada a pessoa com 14 anos ou mais que não estava trabalhando e que efetivamente procurou uma oportunidade de emprego no período de referência. O levantamento também considera diferentes formas de ocupação, incluindo trabalhadores com e sem carteira assinada, temporários e profissionais por conta própria.
Além das diferenças regionais, os dados mostram desigualdades no mercado de trabalho. No segundo trimestre, a taxa de desemprego entre os homens ficou em 4,6%, enquanto entre as mulheres alcançou 6,4%. Entre pretos, a taxa foi de 6,9%, e entre pardos, de 6,1%, ambas superiores à média nacional. Entre brancos, o índice ficou em 4,2%.





