A mulher que enganou família ao se passar por criança de 12 anos, foi condenada pela Justiça nesta quinta-feira (20) por estelionato e falsa identidade. Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, recebeu pena de 1 ano, 10 meses e 28 dias após permanecer durante aproximadamente 14 meses na casa de uma família de Joinville, em Santa Catarina, sendo tratada como uma adolescente.
A sentença estabeleceu regime inicial semiaberto e manteve a prisão preventiva da ré. Amanda está detida desde 2 de junho de 2026 e também teve negado o direito de recorrer em liberdade.
Segundo as investigações, Amanda utilizava o nome “Gabriele” e afirmava ter apenas 12 anos. Para sustentar a história, teria contado que havia fugido do Pará por causa de maus-tratos e abusos.
A aproximação começou em uma igreja, onde ela conquistou a confiança de integrantes da comunidade e recebeu ajuda financeira. Posteriormente, foi acolhida pela família, que passou a oferecer moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados.
A mulher também alegava ter autismo e outras condições de saúde. Conforme a polícia, dizia ainda que sua aparência adulta seria consequência de um suposto uso forçado de hormônios durante a infância.
Durante o período em que permaneceu na residência, a família chegou a organizar uma festa de aniversário para comemorar os supostos 12 anos de Amanda e demonstrou interesse em formalizar uma adoção.
A história começou a ser questionada depois que uma parente da família desconfiou da identidade apresentada pela mulher. Ao pesquisar na internet, ela encontrou um caso semelhante ocorrido no Rio de Janeiro e alertou o homem que havia acolhido Amanda.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita também teria evitado ser matriculada em uma escola ao afirmar que o suposto pai abusador poderia encontrá-la. Ela mantinha ainda comportamentos infantilizados, como utilizar mamadeira, chupeta e um objeto de apego para dormir.
As investigações apontaram que Amanda é natural do Ceará e indicaram que ela poderia ter aplicado golpes semelhantes em outros estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Quanto tempo dura a pena?
A Justiça estabeleceu 1 ano, 6 meses e 10 dias de reclusão, além de 4 meses e 18 dias de detenção. Somadas, as penas chegam a 1 ano, 10 meses e 28 dias.
Como o regime inicial foi definido como semiaberto, Amanda deverá cumprir a pena conforme as regras estabelecidas pelo Judiciário. A decisão também manteve a prisão preventiva e determinou que ela não poderá recorrer em liberdade.





