Os Correios abriram uma nova etapa do programa de demissão voluntária nesta quinta-feira (20), em meio ao plano de reestruturação que prevê até 15 mil desligamentos entre 2026 e 2027. A medida ocorre depois de a primeira tentativa de reduzir o quadro de funcionários registrar adesão abaixo do esperado.
A meta da estatal é alcançar 10 mil desligamentos em 2026 e outros 5 mil em 2027, como parte das ações para reduzir despesas e enfrentar os déficits financeiros da empresa. Por se tratar de um programa voluntário, os números representam a quantidade de saídas pretendida pelos Correios, e não demissões compulsórias já confirmadas.
O novo Plano de Desligamento Voluntário Específico (PDV-E) permite que os empregados façam a adesão até 30 de setembro. O programa oferece incentivos financeiros e condições específicas para aposentadoria aos trabalhadores que aceitarem antecipar o desligamento da estatal.
Segundo os Correios, a nova fase do PDV foi estruturada para atender às mudanças e particularidades identificadas durante o processo de reestruturação da companhia.
Primeira tentativa teve baixa adesão
O programa inicial de demissão voluntária foi apresentado no fim de 2025, mas não atingiu a quantidade esperada de participantes. Diante da baixa procura, o prazo chegou a ser prorrogado até abril de 2026.
No balanço dos primeiros 100 dias do plano de reestruturação, os Correios informaram que 3.181 empregados aderiram ao desligamento voluntário, número equivalente a apenas 31% do público-alvo previsto para aquela etapa.
A adesão abaixo das expectativas também afetou a redução de despesas projetada pela companhia. Segundo a estatal, a economia obtida com o primeiro PDV ficou em aproximadamente 40% do valor inicialmente estimado.
Com a abertura do novo programa, os Correios tentam ampliar o número de adesões e avançar na meta de enxugamento da estrutura da empresa até 2027.
Em nota, a estatal informou que as condições e demais informações sobre o PDV-E já foram divulgadas internamente aos empregados.





