Ultragaz é alvo de ação do MPBA após consumidores terem gás cortado mesmo com pagamento em dia

Consumidores que mantinham pagamentos em dia teriam ficado sem gás por causa de falhas no sistema de cobrança da Ultragaz. O problema levou o Ministério Público da Bahia (MPBA) a entrar com uma ação judicial contra a empresa, apontando problemas recorrentes no processamento de pagamentos por débito automático.

Segundo o órgão, clientes haviam autorizado o desconto das faturas diretamente em suas contas bancárias e possuíam saldo disponível. Mesmo assim, em diferentes situações, as ordens de pagamento não teriam sido encaminhadas corretamente às instituições financeiras, gerando cobranças indevidas e até suspensão do serviço.

A promotora de Justiça Joseane Suzart, responsável pelo caso, afirmou que os problemas provocaram prejuízos aos consumidores.
MPBA pede que gás não seja cortado por falha de cobrança

Na ação, o Ministério Público solicitou à Justiça uma decisão liminar para impedir que a Ultragaz suspenda o fornecimento de gás de consumidores que tenham débito automático autorizado e dinheiro disponível na conta.
O órgão também quer que qualquer interrupção por inadimplência só ocorra depois de uma notificação específica ao consumidor, com comprovação de que o aviso foi recebido.

Outro pedido é para que o fornecimento seja restabelecido em até 24 horas quando o corte tiver ocorrido em razão de falhas no sistema de cobrança da própria empresa.

Empresa poderá ter que oferecer alternativas aos consumidores

O MPBA também pediu que a Ultragaz comunique imediatamente os clientes quando houver problemas na efetivação dos pagamentos e disponibilize alternativas para quitar os valores sem cobrança de juros ou multas.

Entre as medidas solicitadas está ainda a criação de um canal gratuito para atendimento de situações urgentes e a proibição de cobrança de taxa de religação quando o corte tiver sido provocado por erro operacional da empresa.

Segundo o Ministério Público, antes de recorrer à Justiça, houve tentativa de solucionar o problema por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A Ultragaz, porém, não teria aceitado firmar um compromisso formal com medidas para evitar a repetição das falhas.
Os pedidos ainda serão analisados pela Justiça.

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