Ex-PM é alvo de operação da PF por suspeita de fraude para obter registro de CAC na Bahia

Um ex-policial militar, que já está custodiado no Complexo Penal de Juazeiro, voltou ao centro de uma investigação nesta terça-feira (1º). Ele é suspeito de ter fraudado o processo de obtenção do registro de CAC para manter uma arma de fogo de uso restrito.

A investigação é conduzida pela Polícia Federal, em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia, por meio da Coordenação Geral de Repressão ao Crime Organizado e Especializado (COGER/Força). Nesta terça, as equipes deflagraram a Operação Guardiões de Fogo e cumpriram um mandado de busca e apreensão em Salvador.

Segundo a apuração, o investigado teria conseguido o Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) mesmo sem preencher o requisito legal de idoneidade exigido para a concessão.

As suspeitas apontam que informações relevantes teriam sido omitidas durante o procedimento administrativo utilizado para conseguir o registro. Os investigadores também identificaram indícios de apresentação de elementos considerados inidôneos para viabilizar a concessão do certificado.

O objetivo da operação é reunir novos elementos que possam esclarecer como o registro foi obtido e verificar a eventual participação de outras pessoas no caso.

A apuração envolve a suspeita de posse irregular de arma de fogo de uso restrito e possíveis fraudes relacionadas à obtenção do registro de CAC.

De acordo com a Polícia Federal, caso seja condenado pelos crimes investigados, o ex-PM poderá receber penas que, somadas, ultrapassam 10 anos de reclusão.

As diligências continuam para identificar possíveis envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias relacionadas à obtenção irregular do certificado.

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