A regra mudou e pode permitir que algumas pessoas que antes precisavam esperar meses voltem a doar sangue mais cedo. A partir desta quinta-feira (1º), a Fundação Hemoba passa a adotar novos critérios para doação na Bahia, com alterações que atingem desde idosos até pessoas tatuadas e pacientes que já tiveram câncer.
Entre as novidades, doadores regulares com mais de 70 anos poderão continuar realizando doações, desde que sejam considerados aptos após avaliação médica.
Mas essa não é a única mudança. Os novos critérios também mexem nos prazos para quem fez procedimentos estéticos, passou por cirurgias ou exames e teve relações sexuais com parceiros casuais.
Menos tempo de espera para quem fez tatuagem
Quem fez tatuagem, piercing, maquiagem definitiva, botox, preenchimento ou microagulhamento poderá voltar a doar após sete dias, caso o procedimento tenha sido realizado em estabelecimento dentro das normas sanitárias.
Sem comprovação das condições de segurança, o prazo passa para quatro meses.
Para piercings colocados na boca ou na região genital, a espera será de quatro meses após a retirada.
Câncer: uma regra que também mudou
Pessoas que tiveram câncer não hematológico também passam a ter uma nova possibilidade.
Após o fim do tratamento, será necessário aguardar cinco anos, além de apresentar confirmação da cura, para que a doação possa ser realizada.
Até então, esses pacientes tinham impedimento permanente.
Bariátrica e exames terão novos prazos
Quem passou por cirurgia bariátrica poderá doar seis meses depois do procedimento, desde que esteja com o peso estabilizado.
Já a gastrectomia total continua sendo uma condição que impede a doação.
Para quem realizou endoscopia ou colonoscopia, o período de espera caiu de seis para quatro meses.
Relações sexuais: prazo cai para quatro meses
Outra mudança está relacionada às relações sexuais com parceiros casuais. O intervalo antes exigido para uma nova doação caiu de 12 para quatro meses.
As alterações seguem a atualização dos critérios nacionais para os serviços de hemoterapia estabelecida pelo Ministério da Saúde. Mesmo com as novas regras, os procedimentos de segurança permanecem, incluindo os exames obrigatórios para identificar infecções transmissíveis pelo sangue.





