Quem ficar sem dados móveis durante as eleições poderá continuar usando a internet no celular caso um pedido em análise no Supremo Tribunal Federal (STF) seja aprovado. A proposta quer liberar o acesso à internet para os usuários durante as 72 horas antes e as 24 horas depois de cada turno.
A medida foi solicitada pelo Partido Verde (PV) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A ideia é permitir que pessoas que já tenham usado toda a franquia do plano continuem acessando a internet para buscar informações durante o período eleitoral.
O ministro Cristiano Zanin, do STF, pediu que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) avaliasse a proposta.
A agência afirmou que liberar a internet para todos nesse período pode aumentar muito o número de pessoas usando a rede ao mesmo tempo.
Com mais celulares conectados e maior consumo de vídeos, redes sociais e outros serviços, as redes podem ficar congestionadas. Segundo a Anatel, isso poderia provocar lentidão ou até problemas de conexão, principalmente em locais com grande concentração de pessoas, como as proximidades das zonas eleitorais.
As entidades que fizeram o pedido afirmam que a medida ajudaria eleitores que ficam sem dados móveis depois de atingir o limite do plano.
Sem internet, o usuário pode ter dificuldade para acessar notícias e consultar informações durante a eleição. Para os autores do pedido, liberar a conexão ajudaria o eleitor a verificar informações e possíveis conteúdos falsos que circularem no período.
A proposta ainda não está valendo. O STF precisa analisar o pedido antes de decidir se a internet móvel será liberada durante o período eleitoral.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.





