Assassinato de professor indígena foi por motivo fútil, diz delegado

Policiais civis de Santa Catarina prenderam na manhã desta sexta-feira (12/11), em Gaspar, a cerca de 50 km de Balneário Camboriú, no litoral norte do estado, um rapaz de 22 anos suspeito de matar a pauladas, o professor indígena Marcondes Namblá, 36. O crime ocorreu na madrugada do primeiro dia do ano e teve grande repercussão depois que imagens registradas por câmeras de segurança se tornaram públicas.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito Gilmar César de Lima admitiu ser o autor do crime, cometido por motivo fútil. “Ele alegou que a vítima mexeu com seu cachorro”, revelou o delegado responsável pelo inquérito, Douglas Barroco, descartando a hipótese de o professor ter sido assassinado pelo fato de ser índio.

De acordo com o delegado, Lima já era procurado antes mesmo de matar o professor indígena e havia um mandado de prisão em aberto contra ele, por tentativa de homicídio. Lima foi encontrado escondido na casa de uma irmã, a cerca de 50 km do local onde Namblá foi morto.

Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), Marcondes Namblá dava aulas em uma escola indígena do município de José Boiteux, no Vale do Itajaí. Além disso, era identificado como uma das lideranças de sua comunidade, com importante atuação pela preservação da língua Laklãnõ-Xokleng, de sua etnia.