“É um descaso do Governo do Estado com um dos maiores patrimônios culturais da Bahia”, comenta Prates sobre Osba

O vereador Leo Prates (DEM), autor da proposta ao Governo do Estado pela municipalização da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), cobra um posicionamento sobre sua solicitação. “O Governo do Estado da Bahia assiste; impávido e paralisado, o desmonte de um dos maiores patrimônios culturais do nosso estado. A Osba sempre foi uma referência internacional e agora está neste estado lastimável”, afirma Prates. Em matéria publicada hoje (09); o maestro Carlos Prazeres denunciou que o Governo do Estado segue sem um posicionamento claro sobre a municipalização.

“É lamentável. Essa é a precária situação atual da Orquestra Sinfônica da Bahia, criada em 30 de Setembro de 1982. Em sua trajetória, a OSBA esteve sob a regência de conceituados maestros de nível internacional, como Alex Klein e Ricardo Castro. E ainda hoje conta com um maestro e um corpo de músicos excelentes. Porém, o Governo do Estado da Bahia não lhes concede uma mínima infraestrutura para honrar a história da OSBA”, afirma Prates.

Já em fevereiro do ano atual, o site Bahia Notícias divulgava que a Orquestra Sinfônica da Bahia estava realizando, na Igreja de São Francisco, no Pelourinho, um “concerto-protesto”. Na ocasião, o maestro da OSBA, Carlos Prazeres, informou que a Osba não está mais tocando repertorio sinfônico e não pode tocar uma sinfonia de Beethoven, por exemplo.

Prazeres está preocupado; perante a falta de medidas do Governo do Estado para solucionar a questão; com o comprometimento do cronograma da Osba em 2017. Prazeres considerou o interesse da Prefeitura pela municipalização um reconhecimento ao trabalho da Osba. A Prefeitura também já pontuou que há recursos disponíveis para a municipalização da Osba.
A orquestra também acompanhou grandes nomes da música clássica, como Luciano Pavarotti; assim como o Ballet Bolshoi, da (Rússia) e o Ballet da Cidade de Nova York; além da participação na montagem de várias óperas.