Escola sem Partido: “O Brasil precisa de uma renovação cultural e moral”, afirma democrata

Membros do partido Democratas com o apoio da Fundação Liberdade e Cidadania promoveram neste sábado(11) um evento no Hotel Portobello, em Ondina, onde foi discutido o polêmico tema “Escola sem Partido” com a presença de mais de 200 pessoas. O assunto também é pauta de um projeto de lei apresentado no Congresso Nacional pelo deputado Izalci Lucas do PSDB.

A discussão girou em torno do uso da escola como instrumento de doutrinação partidária. O advogado Miguel Nagib, um dos palestrantes, afirmou que “a escola tem que ser despolitizada” ou corre o risco de “virar campo de guerra”. “A política partidária tem que ficar fora da sala de aula porque, do contrário, a missão da escola, que é transmitir conhecimento, mesmo em formar cidadãos, ela será comprometida. O debate político é preciso que tenha sim, mas não pode ocupar o espaço da matemática, não pode prejudicar o conhecimento da língua portuguesa e da ciência, por exemplo. E isso está acontecendo, infelizmente. É a hipertrofia da política dentro da escola. A escola está saturada de política e de sexo”.

O ex-presidente estadual da Juventude Democratas e pré-candidato a vereador de Salvador, Alexandre Aleluia, afirmou que essa é uma das discussões mais importantes do país. “É um momento único. É uma bandeira nova, uma bandeira inovadora para Salvador. Vamos discutir a doutrinação ideológica na escola”. Ele ressaltou também que o tema supera, inclusive, a discussão do impeachment. “O impeachment é um ato político e o que a gente discute aqui é uma restauração cultural. É algo pra décadas. É um resultado muito mais duradouro. É isso que o Brasil precisa, de uma renovação cultural, de uma renovação moral, uma noção de pertencimento a um país só, sem divisões e sem separações”, concluiu.

O presidente do Democratas em Salvador, Heraldo Rocha, questionou o posicionamento de alguns professores em sala de aula e cobrou imparcialidade. “Está havendo uma estigmatização do ensino. Eles estão utilizando o professor como massa de manobra para o patrulhamento ideológico, desde o ministério da Educação, através do ENEM, dos vestibulares e do ensino, como também do professor em sala de aula. Nós vivemos em um país laico. O aluno desde o primário até a Universidade, ele tem que ter liberdade, que é preconizado pela Constituição. O aluno, ele tem que ter a sua opinião e a sua formação. Cabe ao professor externar as diretrizes fundamentadas, mas ele precisa respeitar as opiniões”, analisou.

Outro assunto comentado foi a perseguição dos alunos por professores em sala de aula. Um estudante de uma escola particular da capital baiana afirmou durante o evento que uma professora de inglês tentou promover na sala de aula a campanha “Fora, Temer” e quando questionada, foi ríspida. Para o deputado federal, José Carlos Aleluia, o Partido dos Trabalhadores, agravou o problema da Educação.

“Escola não pode ter lado. A escola tem que ter o debate, mas não um debate injusto, onde um professor com sua experiência quer impor seus pontos de vistas aos alunos. Eu sofri isso menos como aluno, porque no meu tempo era menos e sofri um pouco mais como professor na Universidade Federal da Bahia, sobretudo, quando eu me afastei para exercer mandatos, pois a escola começou a sofrer uma influência muito grande de pessoas que não admitiam o debate”, finalizou o parlamentar. O evento também contou com a presença do presidente estadual da Juventude Democratas Bruno Alves e de professores do interior do Estado e de Salvador.

Fotos: Leandro Silva

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