Conder é inviável por causa do excesso de cargos de confiança, dispara servidora

Servidores efetivos e concursados da Conder (Companhia de Desenvolvimento Urbano) realizam um ato nesta terça-feira na Assembléia Legislativa da Bahia (Alba). Eles são contra a extinção do órgão, que foi anunciada pelo governador Rui Costa (PT) ontem.

Em conversa com o Informe Baiano, a diretora do Sindicato da Construção Civil (Sintracom) e integrante da Associaçao dos Servidores da Conder(ASCOM), afirmou que o órgão “é, sim, viável” e o problema é o “excesso de cargos de confiança”.

“Antes só tinham quatro diretorias e criaram mais três sem necessidade. Ou seja, passaram a ser sete”, disse a servidora.

Além disso, de acordo com o Sintracom, a Conder conta 280 cargos comissionados e 400 terceirizados. Muitos cargos, segundo a categoria, são desnecessários. No total, são 350 efetivos e concursados.

“Eles querem tirar os aposentados e aposentáveis, que são 302. Conder é inviável por causa do excesso de cargos de confiança”, pontuou Maria Neri, que completou.

“Se quiser negociar com a gente vai ter que dá um PDV (Plano de Demissão Voluntária) digno e não indigno, como foi o caso. É muita coisa que nos devem. Ofereceram uma proposta indecorosa, que foi meio salário a cada 5 anos de serviços prestados. A nossa luta é pela manutenção da nossa empresa”, finalizou a servidora.

O projeto de lei com a nova reforma administrativa foi enviado pelo Executivo estadual para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) na última sexta-feira (3).

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