Empresário baiano e mais dois são presos em esquema de sonegação fiscal e distribuição de combustível

Três pessoas foram presas em uma operação desencadeada pela Polícia Civil de Pernambuco, nesta quarta-feira (05/12). A ação é de combate a uma quadrilha envolvida com sonegação fiscal.

De acordo com a polícia, as investigações começaram em Glória do Goitá, em Pernambuco. Um empresário baiano, que estava em um hotel de Boa Viagem, no Recife, foi preso. 

As prisões ocorreram após mandados de prisão expedidos pela Vara da Comarca de Glória do Goitá. Dois empresários de distribuição de combustível e outro de transporte foram presos, segundo o chefe da Polícia Civil, Joselito Amaral. O delegado explicou ao G1 que, ao longo dos quatro meses de investigação, a estimativa de sonegação de impostos chega a R$ 16 milhões.

“As distribuidoras não existiam de fato. Então, entre a usina que produziu o etanol e os postos de combustíveis deveria haver o distribuidor, que recolheria esse ICMS para o estado. Isso não existia, então ia direto da usina para as bombas que iam para os veículos e, com isso, havia a sonegação fiscal”, detalha.

Em Chã de Alegria, a polícia constatou que existe um empreendimento que parece ser uma distribuidora, com existência de tanques de combustível. Entretanto, há dois anos nada é abastecido ali, segundo Amaral. “Nós checamos, funciona apenas como fachada”, garante o delegado.

O nome da operação, Octanagem, faz referência ao índice de resistência de combustíveis utilizados em motores. A investigação começou, em agosto, após um alerta da Secretaria da Fazenda de Pernambuco.

“A gente está tratando aqui de uma associação interestadual, que vinha agindo em vários estados e que a partir desse trabalho realizado pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado, junto com a Delegacia de Combate aos Crimes contra a Ordem Tributária, nós conseguimos desarticular”, afirma Amaral.

O chefe da Polícia Civil pernambucano aponta, ainda, que o empresário baiano preso nesta quarta-feira já foi alvo, anteriormente, de operação na Bahia em 2013. O prenome do suspeito é Eric. “Ele foi preso e conseguiu relaxamento de prisão. Lá, a sonegação foi de R$ 300 milhões”, diz Amaral, acrescentando que mandado de busca e apreensão foi cumprido também em Salvador.

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