O mês que começa neste sábado (1º) deve ficar marcado pela tensão no campo, diante da expectativa de atos organizados pelo Movimento Sem Terra (MST) para assentamentos em propriedades rurais, na mobilização conhecida como “Abril Vermelho”.
Na Bahia, produtores e fazendeiros articulam uma frente para conter eventuais invasões, apelando pela cooperação dos governos estadual e federal e das polícias civil e militar. Em vídeo divulgado neste sábado, um dos coordenadores do grupo Produtores em Alerta, Luiz Uaquim, orienta os pares darem voz de prisão contra invasores.
“Contamos com a Polícia Militar no cumprimento do seu dever e agora mais do que nunca ela será acionada porque os produtores agora irão mudar o seu modo de agir. Nós vamos estar amparados no artigo 301 Código Penal, que tipifica o delito no ato do crime, em pleno flagrante. Vamos dar voz de prisão”, inicia.
“Isso eu quero que fique marcado nesse vídeo, a quem estiver cometendo delito, invasão é crime e está na Constituição brasileira. Nós vamos acionar e dar voz de prisão a quem estiver invadindo”, reforça.
Em outro trecho do vídeo, Uaquim diz que o “movimento é pacífico e ordeiro” e pede que os governos ajudem a mediar a questão considerando os aspectos legais e constitucionais. “É isso que precisa ser feito. A reforma agrária sim. Invasão não”.
Segundo ele, o grupo está mobilizado em mais de 200 cidades da Bahia, numa campanha batizada de “Abril Amarelo”.
“Hoje é um marco para todos nós. Vamos fazer hoje o Abril Amarelo. É um momento que vamos estar vigilantes em toda a Bahia. Nós já atingimos mais de oito milhões de pessoas, somando quase 200 cidades na Bahia, interligadas a uma coordenação que nós estamos tentando organizar”, completa.





