O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), comentou nesta segunda-feira (13/10) a pesquisa do IBGE que aponta a Bahia entre os estados com maior número de famílias em situação de fome. Em entrevista ao Informe Baiano, o vereador afirmou que o Governo do Estado deveria seguir o exemplo da Prefeitura de Salvador e criar ao menos 20 novos restaurantes populares com refeições gratuitas, ampliando o acesso à alimentação para quem mais precisa.
Muniz destacou que, enquanto a gestão municipal oferece alimentação sem custo em dez unidades do programa Restaurante Popular Vida Nova, o governo estadual mantém apenas dois equipamentos e ainda cobra taxa de R$ 2.
“O governo do Estado cobra, se eu não me engano, dois reais. A prefeitura não cobra nada. Muitas pessoas que tentam se alimentar nessas localidades não têm como pagar nem dois, nem um real. O Estado deveria fazer o mesmo que o município vem fazendo”, afirmou o parlamentar.
Bahia entre os piores estados em insegurança alimentar
Segundo os dados mais recentes do IBGE, a Bahia ocupa a 4ª posição no ranking nacional de insegurança alimentar, com 37,8% dos lares em situação de fome. Para Muniz, o cenário exige medidas urgentes do governo estadual.
“Se o Estado tem dois restaurantes, que ele bote vinte, trinta, não só em Salvador, mas também em outras cidades onde a necessidade é maior. A fome é uma realidade e precisa ser enfrentada com políticas públicas concretas”, reforçou.
Prefeitura de Salvador é destaque em políticas contra a fome
O vereador também elogiou o trabalho da Prefeitura de Salvador, que vem ampliando o programa Restaurante Popular Vida Nova e investindo na expansão da rede de alimentação gratuita.
“A gestão municipal tem feito sua parte. Onde há necessidade, a prefeitura está colocando esses restaurantes”, disse Muniz.
Atualmente, Salvador conta com dez restaurantes populares que distribuem mais de 4 mil refeições gratuitas por dia, de segunda a sexta-feira. Na última semana, o prefeito Bruno Reis anunciou que cinco novas unidades serão inauguradas nos próximos meses, reforçando o combate à fome e o atendimento em áreas de maior vulnerabilidade social.




