Lavagem do Bonfim: João Roma destaca postura moderada de Flávio Bolsonaro e queda na rejeição

Durante a Lavagem do Bonfim, realizada nesta quinta-feira (15/01), em Salvador, o presidente do Partido Liberal na Bahia e pré-candidato a senador, João Roma, afirmou que a rejeição ao nome do senador Flávio Bolsonaro tende a cair à medida que o eleitorado passa a conhecê-lo melhor no cenário nacional. Pesquisa Quaest revelou que rejeição de Flávio caiu de 60 para 55% em apenas um mês (de dezembro para janeiro).

Em entrevista ao Informe Baiano, Roma avaliou que o crescimento da aprovação de Flávio Bolsonaro está diretamente ligado à exposição do seu perfil político, que, segundo ele, vai além do peso do sobrenome Bolsonaro.

De acordo com o dirigente do PL, quando a disputa presidencial começa a ser analisada de forma mais detalhada, parte do eleitorado deixa de enxergar apenas a polarização entre Lula e Bolsonaro e passa a observar outros nomes, reduzindo resistências iniciais.

Roma destacou que Flávio Bolsonaro apresenta uma postura considerada mais ponderada, com discurso articulado e linguagem serena, características que contribuem para diminuir a rejeição fora dos extremos ideológicos.

“Quando as pessoas passam a conhecer a forma de falar, o comportamento e a postura política de Flávio, a rejeição naturalmente cai. Ele começa a ser visto como um político equilibrado, não apenas como um sobrenome”, afirmou.

O presidente do PL na Bahia relatou ainda que muitos eleitores, inclusive de classe média, ainda não sabiam qual dos filhos de Jair Bolsonaro estava sendo cogitado para a disputa presidencial, o que reforça, segundo ele, que a rejeição atual não está consolidada e pode diminuir com maior visibilidade.

Para Roma, mesmo com a manutenção da polarização entre esquerda e direita, Flávio Bolsonaro tem potencial para dialogar com outros setores da sociedade, ampliar sua base de apoio e construir um cenário político menos rejeitado.

“Nos extremos sempre haverá rejeição, isso é natural. Mas Flávio tem capacidade de reduzir esse índice, agregar novos grupos e apresentar um projeto que represente mudanças para o Brasil”, concluiu.

Veja mais