O xadrez político baiano começou a se mover com mais intensidade nos últimos dias, e o Republicanos entrou de vez no radar das articulações para 2026. Informações que chegaram ao Informe Baiano indicam que o partido pode receber, em um mesmo movimento, o senador Angelo Coronel e os deputados federais Elmar Nascimento e Diego Coronel.
Caso a costura avance, os três se juntariam aos deputados Marcio Marinho, Alex Santana e Rogéria Araújo, o que praticamente dobraria o peso político do Republicanos no estado, tanto no Congresso quanto nas negociações locais.
Nos bastidores, também circulou a hipótese de Elmar Nascimento migrar para o Avante, mas essa possibilidade é tratada como remota. O que se tem como concreto é uma tentativa de aproximação do governo estadual. Adolpho Loyola esteve na casa de Elmar e teria oferecido ao parlamentar o comando da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), proposta que foi recusada. Durante a conversa, a Secretaria de Saúde também teria sido mencionada.
Pessoas próximas ao deputado afirmam que a negativa segue um padrão já conhecido: Elmar não costuma integrar governos que não ajudou a construir politicamente. Além disso, embora não seja fã de ACM Neto, o parlamentar avalia nos bastidores que há, hoje, um sentimento real de desejo por mudança na Bahia.
Outro ponto que pesa na leitura de Elmar é o cenário nacional. Segundo aliados, ele está convicto de que Lula não vencerá a eleição presidencial de 2026. Essa avaliação reforça a cautela nas alianças e ajuda a explicar por que o Republicanos passou a ser visto como uma alternativa estratégica — menos dependente do Palácio de Ondina e com maior margem de manobra no tabuleiro nacional.
O fato é que Elmar exige estar na mesa de negociação.
E com Elmar e a família Coronel no mesmo campo, a política baiana pode entrar em uma nova fase de rearranjos, com impacto direto na formação de chapas, no equilíbrio das forças no Congresso e na própria sucessão estadual. Outro que também está embolado nesse xadrez que preocupa, tanto líderes do governo como da oposição, é o MDB. Há muita água para rolar.
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