O percentual de famílias endividadas no Brasil atingiu 80,2% em fevereiro, o maior índice da série histórica, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (11) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O número representa alta de 3,8 pontos percentuais em comparação com fevereiro de 2025, quando o índice era de 76,4%. Em relação a janeiro deste ano, também houve crescimento, passando de 79,5% para 80,2%.
O indicador considera famílias que possuem dívidas a vencer em modalidades como cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimos pessoais, cheque pré-datado e financiamentos de carro ou imóvel.
A pesquisa mostra que apenas 19,7% das famílias afirmaram não ter dívidas, número menor do que o registrado em janeiro, quando o percentual era de 20,5%.
Além do endividamento recorde, o levantamento aponta aumento da inadimplência, que voltou a crescer após três meses de queda e atingiu 29,6% das famílias, o maior nível desde novembro do ano passado.
Por outro lado, houve leve redução no percentual de famílias que afirmam não ter condições de pagar as dívidas em atraso, que passou de 12,7% para 12,6%.
O estudo também indica que todas as faixas de renda registraram aumento no endividamento, com crescimento mais significativo entre famílias com renda acima de cinco salários mínimos.
Segundo a CNC, 56,1% das famílias comprometem entre 11% e 50% da renda com dívidas, enquanto 19,5% afirmam ter mais da metade da renda comprometida. O comprometimento médio da renda com dívidas ficou em 29,7% em fevereiro.





