Salvador está entre as capitais que vão receber leitos da Rede Nacional de UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, lançada neste sábado (27/06) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro, prevê a implantação da tecnologia em hospitais de referência em 13 estados brasileiros, incluindo o Hospital Geral Roberto Santos, na capital baiana.
O projeto marca uma nova etapa da transformação digital da atenção hospitalar no SUS. A proposta é integrar sistemas, monitores, prontuários e dados assistenciais para auxiliar as equipes médicas na tomada de decisões, especialmente em casos de pacientes internados em unidades de terapia intensiva.
Segundo o Ministério da Saúde, a tecnologia permitirá identificar de forma mais rápida sinais de melhora ou agravamento do quadro clínico. Com isso, os profissionais poderão ajustar condutas e tratamentos antes que o paciente apresente piora, aumentando as chances de recuperação e reduzindo o tempo de permanência na UTI.
“Hoje estamos dando mais um passo para que o SUS e a universidade pública brasileira liderem a revolução tecnológica e digital. A integração dos dados dos monitores permite identificar precocemente sinais de melhora ou de agravamento do quadro clínico, possibilitando intervenções mais rápidas, com ajustes na conduta e no tratamento antes que o paciente apresente uma piora”, afirmou Alexandre Padilha.
Com investimento superior a R$ 180 milhões, a Rede Nacional de UTIs Inteligentes vai utilizar recursos como inteligência artificial para prever riscos, priorizar atendimentos e exibir informações relevantes diretamente no prontuário do paciente. A iniciativa também prevê ambulâncias 5G, capazes de transmitir sinais vitais em tempo real para acelerar o atendimento pré-hospitalar.
Na primeira fase, serão conectados 60 leitos de terapia intensiva em sete instituições do país, com 10 leitos em cada hospital participante. Após a validação inicial, o Ministério da Saúde prevê a expansão para 280 leitos inteligentes em 14 UTIs, distribuídas em 13 estados.
Além de Salvador, a expansão inclui unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Fortaleza, Teresina, Belém, Curitiba, Porto Alegre, Dourados e Manaus. Na Bahia, o Hospital Geral Roberto Santos será a unidade contemplada, reforçando o papel do maior hospital público do estado na rede de alta complexidade do SUS.
A criação das UTIs Inteligentes faz parte da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão, que conta com investimento de R$ 4,8 bilhões. O programa inclui a implementação do primeiro hospital público inteligente do país, a modernização de hospitais de excelência do SUS e o desenvolvimento de novas tecnologias para assistência médica.
Também foi anunciado contrato de R$ 1,7 bilhão com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), banco do BRICS, para construção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), ligado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. A previsão é que o instituto comece a operar em 2027, com 800 leitos voltados para urgência, emergência, UTI e enfermaria.
Durante a agenda no Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde também inaugurou o primeiro acelerador linear do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. O equipamento, adquirido com investimento de R$ 3,4 milhões, terá capacidade para atender cerca de 100 pacientes por mês e deve reduzir o tempo de espera por radioterapia no SUS.





